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October 29, 2009

Por que não delego a educação de meu filho a uma escolinha


"O quê!? Seu filho não está na escolinha???" Eu e minha esposa (mais ela do que eu) ouvimos estas palavras, com pequenas variações, frequentemente. Temos um amado filhinho de 2 anos e 9 meses e a quantidade de pessoas que ficam surpresas (e até indignadas) pelo fato de não o termos colocado em uma escolinha é grande. Tão grande que, sem muito exercício, fomos colecionando argumentos que cremos, nos dão cada vez mais certeza de nossa decisão. Ei-los:

1. Pais devem educar seus filhos, não estranhos. A Bíblia sempre atribui aos pais esta missão. Salomão relata como foi criado: "Quando eu era filho em companhia de meu pai, tenro e único diante de minha mãe, então, ele me ensinava e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos e vive; adquire a sabedoria, adquire o entendimento e não te esqueças das palavras da minha boca, nem delas te apartes." Pv 4.3-5

2. Pais não devem trocar filhos por carreira profissional. Nosso mundo valoriza mais o "ter" do que o "ser" e os crentes devem ficar atentos para não seguirem o mesmo caminho. Não são poucos os pais que delegam a educação dos filhos a uma creche ou escolinha por causa de um salário. Novamente a advertência da Bíblia: "Pelo que aborreci a vida, pois me foi penosa a obra que se faz debaixo do sol; sim, tudo é vaidade e correr atrás do vento. Também aborreci todo o meu trabalho, com que me afadiguei debaixo do sol, visto que o seu ganho eu havia de deixar a quem viesse depois de mim." (Ec 2.17,18) Um bom exercício para medir nossa ganância é se lembrar de qual era a renda de nossos pais, quando éramos crianças. Na maioria dos casos, estou certo, vamos perceber que eles ganhavam menos do que nós e, mesmo assim, não trocaram nossa educação por um salário.

3. E quanto ao desenvolvimento que uma escolinha pode oferecer ao seu filho? Será que supera o desenvolvimento que os pais podem oferecer? Você já parou para pensar que a maioria das professoras das chamadas escolinhas são menores de 20 anos e estão no ensino médio? Uma mãe dedicada pode ensinar tudo o que se ensina em uma escolinha e muito mais. Hoje existem dezenas de materiais educativos, para todas as faixas etárias, que podem ajudar nisto, sem falar dos programas infantis educativos da tv. É até irônico encontrar mães com ensino superior, bem preparadas, delegando a educação de seus filhos a gente menos capacitada.

4. A atenção que os pais dão a um ou dois filhos não se compara ao tratamento coletivo dado a uma multidão de pequeninos. Tenho uma prima que, ainda na adolescência, foi contratada para trabalhar em uma escolinha. Logo no início do trabalho, viu uma criança chorando e foi consolá-la pegando-a no colo. Sua superior a repreendeu dizendo: "Aqui nós não fazemos isto, senão, todas vão querer o mesmo tratamento". Outra parente próxima colocou a filha de 2 anos em uma escolinha e começou a notar a filha perdendo peso. Os pais foram conversar com a direção da escola e foram informados de que não davam leite às crianças, mas chá com bolacha...

5. Por que colocar uma criança na tenra idade em uma escolinha e privá-la dos bons momentos de sua infância? Quando esta criança chegar aos 6, 7 anos, terá de ir obrigatóriamente à escola e entrará em um ritmo que só terminará, com sorte, na aposentadoria. O profeta vislumbrou um futuro para Jerusalém, com crianças fazendo o que lhes é próprio: "As praças da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão." (Zc 8.5) Na parábola de Jesus, as crianças também estão na praça (Mt 11.16).

6. Vírus físicos e espirituais. É sabido que crianças convivendo juntas em uma escolinha ou creche são mais suscetíveis a doenças por causa do ambiente comunitário. Mas, pior que isso, é a influência pecaminosa que algumas crianças podem trazer de suas famílias, contaminando os valores que você passou ao seu filho, até matriculá-lo em um lugar assim. A Bíblia é muito clara neste ponto: "Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes." (1Co 15.33)

7. Infelicidade da mãe e da criança. Um bom número de mães sofre quando termina a licença maternidade e tem que voltar ao serviço. E o que dizer de uma criança que, depois de passar 4 meses ininterruptos com sua mãe, tem que enfrentar várias horas diárias de separação?

8. O crente não deve ceder a pressões. No começo do artigo eu falei da quantidade de pessoas que estranham o fato de o nosso filho, com menos de 3 anos, não estar "ainda" em uma escolinha. Creio que esta pressão é geral sobre os pais. Todavia, o crente tem que se acostumar a nadar contra a correnteza. Crente fiel faz a vontade de Deus e não a vontade das pessoas ao seu redor. Isto, fazer a vontade das pessoas, é, em última instância, idolatria. É temer mais aos homens do que a Deus. O crente tem que se manter firme naquilo que Deus lhe ordena e não se conformar aos costumes e tendências pecaminosas e materialistas deste mundo (Rm 12.1,2).

9. A educação prevista na Bíblia, especialmente em Deuteronômio 6, não pode ser delegada. Pergunto: Como inculcar em seu filho o conceito de que nosso Deus é o único Deus (v.4) livrando seu filho de qualquer tipo de idolatria, se você não está ao seu lado? Como ensinar seu filho a amar a Deus de todo o seu coração, alma e força (v.5) em cada minuto do dia, se ele está em uma escolinha? Quando o texto bíblico diz que estes ensinos devem ser inculcados "assentado em sua casa", "andando pelo caminho", "ao deitar-te e ao levantar-te" revelam que a educação cristã acontece em todos os momentos do dia, quando os pais interpretam cada pequeno acontecimento dentro de uma cosmovisão bíblica, formando, assim, nos filhos, uma visão de mundo de acordo com a Palavra de Deus. É possível esperar que uma escolinha faça isto?

Concluo com uma palavra aos pais que sofrem as mesmas pressões que nós sofremos: Aguentem firme! Jesus nunca disse que seria fácil. O mundo nos odeia porque não somos dele (Jo 5.18,19) nem seguimos seu padrão de comportamento. A recompensa de uma educação não delegada a terceiros virá. Pense no testemunho de alguns jovens da Bíblia como José do Egito, Daniel e seus amigos, Davi e imagine o tipo de educação que eles receberam de seus pais. Podemos colher os mesmos frutos, se ficarmos fiéis aos ensinos do Senhor. Que Ele nos abençoe.

26 comments:

Música, Ciência e Teologia said...

Rev. Ageu, tudo bem? Espero que sim...

Essa questão é realmente delicada nesses dias. Muitos pais podem trabalhar e mesmo assim criar seus filhos no caminho do Senhor. Todos os membros da sua igreja local seguem o seu exemplo?

Acho que no Brasil mesmo os dois pais trabalhando, não é possível manter uma casa atualmente. Nossos pais não tinham as demandas de hoje. Hoje gastamos mais com energia elétrica, água, telefones, condomínio, etc... Pode não ser uma questão de ganância.

Além disso, minha experiência como professor da faixa etária dos 7 aos 15 anos, me mostra que a maioria dos pais "estragam" as crianças enchendo-as de mimos a tal ponto das crianças não saberem conviver com outras pessoas. A quantidade de alunos fracos emocionalmente, inseguros, preguiçosos, arrogantes é enorme por causa da super proteção.

Até mais e um abraço, Marcos.

Rev. Ageu Magalhães said...

Caro Marcos, conheço muitas famílias atuais em que apenas o marido trabalha, cumprindo sua função de provedor do lar (Sl 128)e Deus tem honrado estas casas, dando toda a provisão. É uma questão de obediência estrita à Palavra e fé em Deus. Apenas isto. Forte abraço, Ageu.

Renato Cunha said...

Rev. Ageu,

Providencialmente escrevemos quase que o mesmo artigo. Providencialmente (alguns discordarão, claro) porque escrevi um artigo no Index intitulado Criando Filhos e Sonhos.

http://indexreformado.blogspot.com/2009/10/criando-filhos-e-sonhos.html

É assunto que deve sim ocupar as agendas de nossas igrejas. O assunto é importante e urgente!

Aproveitando o ensejo do comentário do seguidor acima, entendo que os tempos mudaram porque nossos anseios mudaram. Hoje não nos contentamos somente com o que contentávamos no passado. E isso tem se mostrado maléfico no cotidiano doméstico. Os mimos referidos por ele, são na verdade paliativos pra mentes culpadas pela ausência na busca por consumir mais energia elétrica, telefones, água e taxas condominiais.

Deus tem sido fiel ao meu lar. E continuará sendo, porque nos diz a Bíblia que aqueles que seguem seus preceitos certamente gozarão dos benefícios advindos da obediência.

Excelente artigo!

Grande abraço.

Renato.

Alexandre Ribeiro Lessa said...

Reverendo Ageu,

Recentemente recebi um telefonema de minha esposa: "amor, estou aqui no RH do trabalho e preciso dizer a eles se quero ou não incluir Joãozinho no auxílio a creche. O que você acha?". Minha resposta foi "não, pretendo continuar cuidando pessoalmente dele ano que vem".

Reconheço, aprovo e até identifico algumas das circunstâncias de seu post na minha vida, rev. ageu, no que tange a educação do meu filho.

Particularmente, como ainda estudo e trabalho [em casa mesmo], consigo unir o útil ao agradável e bíblico.

Contudo, e aqui gostaria também de tecer um comentário a participação do meu grande amigo Renato, que a questão sociológica não é resolvida tão simplesmente como os irmãos proporam.

Não estou aqui afirmando que não devemos ser fiéis a Deus, esperando Nele e deixando de lutar para obedecer sua Palavra, porém a afirmação feita acima pelo Marcos deve ser levada em conta.

Vivemos em uma época diferente. Se um trabalhador, de preferência o homem, conseguir sustentar sua família sozinho, ótimo, que o faça; que a esposa dedique-se ao lar e a criação dos filhos. Isso é o ideal. Porém a realidade vivida hoje é outra.

A maioria dos brasileiros, principalmente na minha região, sustenta sua família como o salário minímo, se é que isso é sustentar. O trabalho dos dois conjuges é mais do que a vontade de ter uma qualidade de vida um pouco melhor, é uma necessidade.

A minha ressalva é a seguinte: temos um ideal proposto pela Palavra. Infelizmente, em nosso tempo e sociedade ambos precisam trabalhar para sustentar a casa.
Portanto, ensinemos o ideal, para que aqueles que todos os façam, mas reconhecendo também as dificuldades atuais em casos como o que mencionei.

Não sou hierarquista, relativista, nem muito menos pragmatista. Mas em casos como estes, a nossa ética cristã reza que devemos ter sabedoria para julga-los individualmente.

Abraços.

Rev. Ageu Magalhães said...

Caro Sem. Alexandre, obrigado pelo seu comentário. Eu lhe conheço e posso afirmar que tens cumprido o ideal divino com relação ao seu filho. Sei que você já teve inúmeras oportunidades de trabalho (algumas até indicadas por mim), mas optou em ficar unido ao seu filho, educando-o. Caminho excelente.

Quanto às outras questões, você sabe que o argumento sociológico é mutável e varia de geração em geração. O que não ocorre, porém, com a Palavra. Portanto, estou contigo quando você diz que o ideal é que o marido seja o provedor. Todavia, fora do ideal, não acertamos menos, e sim erramos igualmente, pois o estabelecido por Deus não foi alcançado. A sociedade muda e nossa geração vai vê-la mudar ainda mais, mas a Palavra de Deus permanece para sempre. Um forte abraço, e continue caprichando na educação do João, para que ele cresça e seja tão dedicado, em tudo, como o pai.

Alexandre Ribeiro Lessa said...

Rev. Ageu, obrigado pelas palavras. Queira Deus que eu realmente seja dedicado em todas as coisas e consiga dar exemplo ao meu filho, para glória de Deus.

Acredito que não consegui levar nossa conversa para onde queria. Pensamos exatamente da mesma forma.

Permita-me usar uma ilustração para esclarecer meu ponto:

Certa feita, um grande pastor e teologo, um daqueles que escreve os livros nos quais estudamos, foi questionado em uma das edições de nossas principais conferências protestantes: "Dr. Fulano, agora que o senho conhece a realidade dos pastores brasileiros, que pregam no culto de oração na terça, no culto de doutrina na quinta, sábado a noite para os jovens, da aula da EBD e prega no domingo pela manhã e ainda prega domingo a noite, sem contar com as outras atividades como aconselhamento pastoral, visitas, etc., o que o senhor recomenda para que premaremos bom sermões, como Deus exige que façamos?"

A resposta daquele prezado irmão foi: "prepare muito bem o sermão de domingo a noite, do jeito que deve ser feito, e quanto as outras coisas, ore pedindo perdão a Deus".

Veja, este também é um argumento sociollgico. Uma alternativa correta para resolver esse problema seria a delegação de algumas dessas atividades aos presbiteros regentes e aos diaconos. Contudo infelizmente nem sempre isso funciona e o senhor deve saber de vários destes casos. Mas a solução foi apontada para grande maioria dos casos.

É aqui que convido a pensarmos em como resolver esta questão, além de é claro, pregar profeticamente.

Percebemos o erro. Pregamos contra o erro. Aplicamos a mensagem ao povo. E aí vem um irmãozinho e pergunta: "mais pastor, o que eu e minha esposa ganhamos não tem dado nem para o nosso básico, ainda precisamos receber cesta básica da igreja, como o senhor quer que ela saia do emprego para cuidar de zézinho?"

E aqui que quero chegar.

Um grande abraço e até domingo, se Deus quiser.

Rev. Ageu Magalhães said...

Caro Alexandre, eu entendi o seu ponto. Percebo a delicadeza do tema, sobretudo, considerando-se a realidade brasileira. Porém, deixe-me apresentar-lhe uma situação que tem se tornado cada vez mais comum entre nós para você perceber o confronto entre argumento sociológico e bíblico. Uma senhora de sua igreja, recém-convertida, após fazer a classe de catecúmenos e estar interessada em ser batizada e professar sua fé, lhe revela que não é casada com seu parceiro, pois, divorciada, recebe pensão do ex-marido e esta acabará se contrair novo matrimônio. Sem esta pensão, ela não terá condições de se sustentar, pois ela complementa o salário do parceiro para pagar as pequenas contas do lar. Nem vou lhe perguntar qual será seu conselho, pois lhe conheço: Você vai dizer para ela escolher entre a igreja ou o dinheiro. Percebeu como o argumento sociológico deve ser descartado? Forte abraço, Ageu.

Jardim Clonal said...

Saudações,

Com grande alegria li este post em seu blog. Tenho também uma pequena filha e não tenho planos de enviá-la a escola nenhuma existente, nem após os sete anos.

Para tal será necessário uma das duas coisas:
1) Que a legislação brasileira mude até lá.
2) Que seja criada uma instituição educacional no Brasil que seja plenamente Cristã e Reformada.

Estamos batalhando pelas duas coisas. Peço aos irmãos que orem por isto e que, se puderem, mantenham contato e participem, conforme puderem, desta luta.

Que o Senhor nos abençoe e traga ao nosso País uma Igreja forte e viva, firmada nas Escrituras.

Rev. Ageu Magalhães said...

Caro irmão, Jardim Clonal,

Tenho acompanhado as discussões sobre "home schooling" e concordo contigo. Creio que, se o país não permitir esta modalidade de ensino, a única opção a nós será encontrarmos escolas confessionais de confiança para nossos filhos. O Instituto Mackenzie começou um trabalho interessante nesta área. Creio que, se tiver continuidade, daqui a alguns anos estará na forma ideal. Abraço, Ageu.

Jardim Clonal said...

Obrigado pela resposta.

Como é este trabalho do Mackenzie?

Rev. Ivan Pereira Guedes said...

Concordo em grau, gênero e numero. Muito bom seu blog e os artigos são de excelente qualidade. Parabéns!

Rev. Ageu Magalhães said...

Caro irmão Jardim, o Mackenzie, há alguns anos, tem investido na confessionalidade da instituição. Isso fez com que, por exemplo, os alunos do ensino médio recebam hoje informações não só sobre a teoria da evolução, mas também sobre o criacionismo, fato que gerou revolta e ataques diretos da mídia paulista contra a instituição. Dentro desta linha, o plano da direção é tornar a instituição, de fato, confessional, isto é, com qualidade superior às outras instituições de ensino, fiel ao currículo exigido pelo MEC, todavia, coerente com sua natureza, que é confessional. É uma esperança futura para pais que temem colocar seus filhos em escolas que mais destroem do que constroem valores ensinados na família. Grande abraço, Ageu.

Rev. Ageu Magalhães said...

Caro Rev. Ivan, sua presença aqui muito nos honra. Um forte abraço, Ageu.

Imagens507 said...
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Fabrício Luz said...

Questão complexa.
Concordo que crianças pequenas devem ser educadas pelos pais. É triste ver a terceirização da maternidade. Mas quanto aos maiorezinhos, que já tem firmes laços afetivos com seus pais, discordo que devemos mantê-los isolados. Como teremos crentes firmes, contestando as falácias humanistas com autoridade e sendo sal e luz no mundo SE entendemos que a educação integral deve ser dada pelos pais, "em casa" ? Como teremos cristãos em universidades, pois os exames de admissão estão cada vez mais concorridos ? Devemos nos isolar do mundo, como os monges em mosteiros, ou devemos mesmo sustentar a fé no campo de batalha universal ?
Se enviar crianças para uma escola laica é errado, também é errado educá-los em casa com livros laicos.
Devemos então apegar-nos à autores cristãos para ensinar física, biologia, matemática ? Quem são os autores que ensinam "matemática cristã", por exemplo ?
As disciplinas são neutras.
E a questão do convívio social ? É certo oferecer aos pequenos uma "bolha de proteção", mantendo-os em um ambiente asséptico, e depois aos 18 anos soltá-los para enfrentar o mundo ?
Por isso, defendo primeiramente escolas cristãs evangélicas como a primeira opção de educação dos filhos. Mas constato que, infelizmente, por receio de perder receitas, mesmo as escolas nominalmente cristãs estão num processo de laicização . Na falta de escolas cristãs, devemos procurar escolas laicas (neutras).
Parabéns pelo post.

Rev. Ageu Magalhães said...

Caro irmão Fabrício, em primeiro lugar, obrigado pela visita e comentário.

Não creio que os pais que optam (em outros países) pelo home scholling geram isolacionismo em seus filhos, pois estes podem relacionar-se com amigos, familiares, e colegas de bairro quando não estão estudando. Aliás, como era a educação no Antigo e Novo Testamentos onde não havia as escolas formais como vemos hoje? Todavia, também acho, como você, que o melhor caminho, até do ponto de vista das crianças, seja as escolas confessionais. Forte abraço, Ageu.

Andreia Vieira said...

Cheguei ao blog pois procurei no google uma relação entre o livro A cabana e o protestantismo e assim fui direcionada para seu endereço.
Com relaçao ao tema da educação dos filhos também concordo que a mulher estar presente é o ideal. Mas existem muitas famílias que ganham mesmo muito pouco e as mulheres precisam ajudar o marido a complementar a renda. E falo de complementação mesmo, tipo para pagar as contas básicas do mês. E não para luxos e afins.
Mas cada família sabe de si e caso a mãe não possa estar presente que ela então se torne disponível no momento emque está em casa, sentando para brincar com seus filhos, conversar, meditar na Palavra...

Jeff said...

Grande Haggai!!!
Sempre com bons posts e com boa orientação. Assim como você eu creio que a geração de adolescentes "mimada" que temos hoje são os frutos iniciais desta febre da escolinha.
Meus 3 filhos foram para a escolinha, mas uma das condições que coloquei a mãe deles é de que ela não precisaria trabalhar para "complementar" a pensão alimentícia que pago (que por sinal é superior ao salário de muitos pais de familia), para dar todo o suporte que as crianças necessitam, mesmo longe, sempre converso sobre as coisas de Deus com eles e orientam, sei que não é tão eficaz quanto o convívio diário e a inculcação diária, mas noto uma diferença gritante entre eles e os amiguinhos de escolinhas.
Portanto acho que para resolvermos a questão de o sustento dar ou não dar, é tudo uma questão de metas, o que quero dizer com isso? Exemplo:
Um homem trabalhava numa empresa, ganhava R$1.000,00 por exemplo, ele reclamava que este valor não dava e que não conseguia sobreviver com isso. Um dia houve um corte na empresa e ele ficou sem este emprego, desesperado achou um emprego de R$600,00, ele adequou seus gastos e seu estilo devida de 1000 para 600, pois era o que ele tinha. Grato por achar esse trabalho de 600, não reclamava dos 600.
Creio que é a mesma coisa, as mães e os pais de hoje querem passar uma responsabilidade para as escolinhas: a educação de seus filhos.
Quanto a parte escolar da questão, acho que nós igrejas temos falhado no aspecto de oferecer educação de qualidade, isto é se tomarmos o Mackenzie como exemplo, sabemos que começou na casa do casal Mackenzie, pois eles queriam oferecer uma educação com base cristã, nossas igrejas se preocupam com outras questões e esquecem deste tipo de iniciativa.
Enfim, volto a comentar, para o comentário não ficar maior do que já está...
abraço Haggai!!!
Jeff

Rev. Ageu Magalhães said...

Grande Jeff Healey! Você falou tudo. O problema é a ganância mesmo. Vivemos na era do consumismo e do materialismo, e muitos crentes já estão conformados com o mundo neste sentido. Um grande abraço, Ageu.

caio said...

posso rebater um-a-um todos os motivos/razões aos quais vc citou contra a educação secularizada de crianças... digo isso baseado em microbiologia, psicologia analítica, entre outras fontes alvo de meus estudos. só nao o faço pois os caracteres daqui não me permite.

Rev. Ageu Magalhães said...

Prezado Caio, os posts deste blog têm como presuposto a Bíblia como revelação de Deus ao ser humano e sua única regra de fé e prática. Conquanto entendamos que a verdade está em toda a criação e que, citando o bispo de Hipona, "toda a verdade é verdade de Deus", não colocamos conceitos científicos ou pseudo-científicos acima da revelação bíblica. Portanto, quaisquer comentários postados aqui serão sempre arguidos dentro da linha de pensamento acima descrita. No mais, obrigado pela visita. Abraço.

Nathália de Tarso said...

Prezado,
Respeito sua opinião, mas querer reduzir a função da mulher a ficar em casa e criar os filhos me parece arcaica demais. Isso semfalar das famílias ode isso nem é possível por questões econômicas. Outra coisa: mãe em casa não significa boa educação, assim como mãe que trabalha não significa filhos abandonados à própria sorte. pelo raciocínio do sr., acho melhor prender nossos filhos em casa pelo resto da vida.
Graça e Paz,
Uma cristã que trabalha fora, filha de uma mãe que sempre deu um duro danado para colocar comida na mesa.

Rev. Ageu Magalhães said...

Prezada Nathália, obrigado pela visita. Que Deus a abençoe, Ageu.

Natan Cerqueira said...

Excelente artigo.

Investir no futuro profissional hipotecando a alma dos filhos confiando a criação dos pequenas às escolas é absurdo.

Graças a Deus meus pais nunca deixaram minha escolarização interferirem em minha educação.

Escola emburrece. Não vejo mérito nenhum nessa massiva democratização da mediocridade e da burrice a que tantos entoam loas.

Abs

Lucas said...

O Mackenzie desenvolve alguma pesquisa na área de homeschool? Alguma instituição o faz, que seja do seu conhecimento?

Paulo Cesar said...

Excelente texto, concordo plenamente com tudo o foi escrito. É realmente uma pena que os pastores e líderes das igrejas não ensinem isso e se deixem levar por argumentos criados pelo diabo para destruir as famílias. Deus fez tudo certo e a estrutura familiar criada por Deus está sendo destruída nos lares cristãos justamente por conceitos deturpados como os expostos nos comentários daqui e tantos outros; quem tem um mínimo de entendimento espiritual percebe claramente que a educação dos filhos deve ser dada pelos pais, custe o que custar (evidentemente que estamos falando aqui de pais verdadeiros e não pseudo-pais que simplesmente geraram uma criança mas não têm a menor condição moral e espiritual de educá-las, o que é uma minoria). Parabéns irmão Ageu pela coragem em enfrentar este tema e manter-se firme no que é correto.

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