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December 7, 2010

Vem aí o Kit Homofobia



Reportagem do Correio Braziliense



Publicação: 24/11/2010 09:26 Atualização:
Ele ainda nem foi lançado oficialmente. Mas um conjunto de material didático destinado a combater a homofobia nas escolas públicas promete longa polêmica. Um convênio firmado entre o Ministério da Educação (MEC), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e a ONG Comunicação em Sexualidade (Ecos) produziu kit de material educativo composto de vídeos, boletins e cartilhas com abordagem do universo de adolescentes homossexuais que será distribuída para 6 mil escolas da rede pública em todo o país do programa Mais Educação.

Parte do que se pretende apresentar nas escolas foi exibida ontem em audiência na Comissão de Legislação Participativa, na Câmara. No vídeo intitulado Encontrando Bianca, um adolescente de aproximadamente 15 anos se apresenta como José Ricardo, nome dado pelo pai, que era fã de futebol. O garoto do filme, no entanto, aparece caracterizado como uma menina, como um exemplo de um travesti jovem. Em seu relato, o garoto conta que gosta de ser chamado de Bianca, pois é nome de sua atriz preferida e reclama que os professores insistem em chamá-lo de José Ricardo na hora da chamada.

O jovem travesti do filme aponta um dilema no momento de escolher o banheiro feminino em vez do masculino e simula flerte com um colega do sexo masculino ao dizer que superou o bullying causado pelo comportamento homofóbico na escola. Na versão feminina da peça audiovisual, o material educativo anti-homofobia mostra duas meninas namorando. O secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, André Lázaro, afirma que o ministério teve dificuldades para decidir sobre manter ou tirar o beijo gay do filme. “Nós ficamos três meses discutindo um beijo lésbico na boca, até onde entrava a língua. Acabamos cortando o beijo”, afirmou o secretário durante a audiência.

O material produzido ainda não foi replicado pelo MEC. A licitação para produzir kit para as 6 mil escolas pode ocorrer ainda este ano, mas a previsão de as peças serem distribuídas em 2010 foi interrompida pelo calor do debate presidencial. A proposta, considerada inovadora, de levar às escolas públicas um recorte do universo homossexual jovem para iniciar dentro da rede de ensino debate sobre a homofobia esbarrou no discurso conservador dos dois principais candidatos à Presidência.

O secretário do MEC reconheceu a dificuldade de convencer as escolas a discutirem o tema e afirmou que o material é apenas complementar. “A gente já conseguiu impedir a discriminação em material didático, não conseguimos ainda que o material tivesse informações sobre o assunto. Tem um grau de tensão. Seria ilusório dizer que o MEC vai aceitar tudo. Não adianta produzir um material que é avançado para nós e a escola guardar.”

Apesar de a abordagem sobre o adolescente homossexual estar longe de ser consenso, o combate à homofobia é uma bandeira que o ministério e as secretarias estaduais de educação tentam encampar. Pesquisa realizada pelas ONGs Reprolatina e Pathfinder percorreram escolas de 11 capitais brasileiras para identificar o comportamento de alunos, professores e gestores em relação a jovens homossexuais. Escolas de Manaus, de Porto Velho, de Goiânia, de Cuiabá, do Rio, de São Paulo, de Natal, de Curitiba, de Porto Alegre, de Belo Horizonte e de Recife receberam os pesquisadores que fizeram 1.406 entrevistas.

O estudo mostrou quadro de tristeza, depressão, baixo rendimento escolar, evasão e suicídio entre os alunos gays, da 6ª à 9ª séries, vítimas de preconceito. “A pesquisa indica que, em diferente níveis, a homofobia é uma realidade entendida como normal. A menina negra é apontada como a representação mais vulnerável, mas nenhuma menina negra apanha do pai porque é pobre e negra”, compara Carlos Laudari, diretor da Pathfinder do Brasil.

7 comments:

Jayr Magave said...

Cuidado para esta info nao ser HOAX (falsa), boatos falsos que já enganaram outros parlamentares antes -- como a ONG que recebia dinheiro do PT para buscar vida na lua (ou coisa parecida). Procure no site do MEC, veja se existe mesmo DOCUMENTO OFICIAL que ser refira a este kit.

Anonymous said...

Em 1973 a Associação Psiquiátrica Americana (APA) decidiu remover a Homossexualidade como transtorno mental de seu DSM (Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais). Em 1987 também foi removida do DSM a categoria Homossexualidade Ego-Distônica. E em 1990 uma resolução também removeu a Homossexualidade como transtorno mental da Classificação Internacional de Doenças (CID), uma publicação da Organização Mundial de Saúde. Baseados nestas informações: “A ciência diz que a homossexualidade não é uma doença. Logo, é algo natural. E se é natural, tem que ser aceito”.

Heart of Sword said...

Acredito que essa série de vídeos acrescentarão muito nesse caso:
http://www.youtube.com/user/SpiritTvOnline#p/c/A1351D142F555E4C/0/3RncR6hl8bs

Hiata said...

Diante do teor dos conteúdos postados em seu blog, tomei a liberdade, na condição de sociólogo e de professor, de enviar-lhe material da UNESCO que trata do tema da violência homofóbica nas escolas. O link de acesso ao documento segue logo abaixo. Acho que precisamos ser mais humildes e críticos e reconhecer que o combate ás discriminações não ofende em nada o trabalho das igrejas e nem a tradição cristã. É impressionante como muitas pessoas, em nome de certos valores e desconhecendo o real sentido da palavra ética, se comprometam em legitimar e reforçar práticas que produzem sofrimento a milhares de jovens nas nossas escolas. Na condição de ser humano, reconheço que tenho pontos de vista religiosos que são de ordem pessoal e que dizem respeito a mim, não sendo ético de minha parte impor esses pontos de vista àquelas que não compartilham das mesmas crenças que eu. Assim, se eu sou presbiteriano isso diz respeito a mim. Não posso exigir que pessoas sem crença ou com uma crença diferente da minha, vivam conforme os meus valores. Isso seria muita pretensão e arrogância de minha parte. Espero, sinceramente que o material da UNESCO seja visto como algo positivo.

Feliz natal a todos vocês!!!

Segue o link:

http://unesdoc.unesco.org/images/0018/001871/187191por.pdf

Aldo Santos said...

A paz e graça do senhor Jesus, Bênção do Senhor ...

Parabéns pelo seu blog. é mais um instrumento para levarmos a palavra de Deus aos leigos.

Estou seguindo o seu blog, se quiser seguir o meu também, fique à vontade.
Se quiser trocar banner formando parceria, é só me avisar.

Fk na santa paz de Jesus. Deus é conosco!

www.oguardadeisrael.blogspot.com/

Anonymous said...

Ação democrática legitima (a de afirmar que os homossexuais são perseguidos) de pessoas de grande habilidade de Mídia; a qual cito no Blog que vou sugerir no seguimento para conhecimento e avaliação.
Quando digo grande habilidade no saber como tratar Notícias e Informações; isto decorre do fato da maneira ruidosa e coerente como conseguem transformar um fato (lamentável é claro) em um factóide (fato maximizado, ampliado acima da sua real razão de ser) de grande repercussão, como é feito diversas vezes que ocorre algum tipo de agressão a homossexuais; cujos números estão muito aquém das agressões contra a mulher e as mútuas entre torcedores, pelo fato fútil de serem torcedores de Times diferentes... Comento isto aqui como elogio à forma inteligente como os homossexuais trabalham os Meios de Comunicação, reproduzindo aqui e ali elementos de Merchandising para aprovar o PLC 122.
É estranho e difícil para eu entender como os homossexuais e a Mídia que têm dentro da sua comunidade ─ hoje e no decorrer da história ─ pessoas inteligentes semelhantes aos filósofos gregos homossexuais: o grande retórico Lísias e o inteligentíssimo Aristófanes, autor do Mito do Andrógino, ver, obra O Banquete da Platão ─; também artistas, intelectuais, pessoas de várias formações acadêmicas e principalmente as da área das Letras; não atentem para o que chamo de estupidez lingüística, que é o chavão acusativo HOMOFÓBICO (de homo-fobia), sabendo-se que homo (latim, homem), homo (grego; igual, semelhante; que é usado em homofobia) e fobia (grego, φόβος ─ medo com decorrente ação retro-ativa de fugir). Do que se conclui que: ao chamarmos alguém de homofóbico estaremos dizendo exatamente ser aquele que tem o sentimento de medo (fobia) a vítima desse (o criminoso no exato entendimento do termo) que lhe infunde medo.
Não tenho nada absolutamente nada contra os reais direitos dos homossexuais; entretanto tenho tudo contra O PLC 122 OU A DITA LEI HOMOFÓBICA (este é o título do meu Blog), cujo endereço é www.verdaderespeitoejustica.blogspot.com , no qual, demonstro ser esta lei, não aquilo que defende os direitos dos homossexuais e sim, um odioso instrumento de Censura; como também está de maneira sintética (sinopse) em outro Blog meu, endereço  www.sinteserespeitoejustica.blogspot.com .
P.S.: Apenas para reforçar como lembrete e gerar interesse ou curiosidade com relação ao Blog citado. CLAUSTRO + FOBIA, FOTO + FOBIA e algumas outras fobias têm plena assertiva nas suas construções, pelo fato óbvio de que quem está enclausurado ou diante de uma forte luz, desesperadamente busca fugir. O que aconteceu com as pessoas que têm conhecimento lingüístico? E o bom senso, o que foi feito dele (no não haver cuidado com o que se escreve e veicula), quando se mantêm o absurdo chavão chamado HOMOFOBIA, que é exatamente contra aquilo que se quer defender?.. Obrigado e parabéns pela dignidade democrática de respeitar opiniões.
Atenciosamente JORGE VIDAL

Ewerton B. Tokashiki said...

Caro Rev Ageu

Apreciei o artigo. Hoje fiquei assustado quando procurando subsídios para escrever um artigo refutando a decisão do STF de legalizar o casamento homoafetivo deparei-me com um artigo de um pastor da IPB apoiando a decisão, defendendo que o Estado deve favorecer e a Igreja aceitar.

Caso se interesse em ler - http://reformaecarisma.blogspot.com/2011/05/o-direito-de-salomao-e-uniao.html

Deus nos livre de ir em direção da postura da PCUSA quanto a inclusão homossexual praticante e não arrependida, por motivos sociais e culturais.

No temor do Senhor,
Pr Ewerton B. Tokashiki

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