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January 14, 2016

Podemos usar imagens de Jesus?



Muito embora esta questão tenha sido amplamente discutida na história da Igreja Cristã e registrada em Confissões de Fé reformadas, ela ainda gera polêmica em nossos dias. Pensando nisso, posto abaixo uma série de citações de autores reformados que, creio, ajudarão o leitor a entender a questão e firmar posição sobre o assunto (devo algumas destas citações ao Rev. Alan Rennê Alexandrino Lima)

Catecismo Maior de Westminster, pergunta 109
“Quais são os pecados proibidos no segundo mandamento? Resposta: Os pecados proibidos no segundo mandamento são: o estabelecer, aconselhar, mandar, usar e aprovar de qualquer maneira qualquer culto religioso não instituído por Deus; fazer qualquer imagem de Deus, de todas ou de qualquer das três Pessoas, quer interiormente no espírito, quer exteriormente em qualquer forma de imagem ou semelhança de alguma criatura...”

Thomas Watson
"Uma vez que não é legal fazer uma imagem de Deus, o Pai, podemos, então, fazer uma imagem de Cristo, visto que ele tomou sobre si a natureza do homem? Não! Epiphanius, vendo uma imagem de Cristo na igreja, quebrou-a em pedaços! É a divindade de Cristo unida à sua humanidade, que faz com que ele seja o Cristo. Portanto, retratar a sua humanidade quando não conseguimos retratar sua divindade é pecado, pois o reduzimos a meio-Cristo – separamos o que Deus uniu, deixamos de fora a principal coisa que o faz ser Cristo". (The Ten Commandments. Carlisle, PA: The Banner of Truth Trust, 2009. p. 62.)

Albert Mohler
"Assim, Cristo está no segundo mandamento; então, o Cristo cumpre o segundo mandamento, pois ele, a imagem do invisível Deus, é o ícone sobre quem ponderamos. No entanto, mesmo como ícone, Jesus Cristo não é uma imagem visual para nós - ele é muito mais que isso. Desse modo, o mandamento é também para nós, para que não transformemos nossa adoração a Cristo em outra forma de idolatria. Pregamos o Cristo crucificado. Apontamos para o Cristo em sua glória. Pregamos a cruz. Ensinamos e pregamos todas as coisas referentes a Cristo. E usamos PALAVRAS". (R. Albert Mohler, Jr. Palavras do Fogo. São Paulo: Cultura Cristã, 2010. p. 49)

Edmund Clowney
"O culto cristão é celestial, e, embora Jesus tenha um corpo real, com um rosto real e características físicas distintas, as representações de seu corpo físico não devem ser o foco da nossa adoração. Nós oramos ao Jesus real, onde ele está agora. Nós alcançamos o coração das crianças não por oferecer-lhes lápis de cor para que desenhem Jesus, mas por mostrar-lhes como falar com ele. Ele é real, e não é uma imagem". (How Jesus Transforms the Ten Commandments. Phillipsburg, NJ: P&R Publishing, 2007. p. 32.)

Wilhelmus à Brakel
"Ao contrário, declaramos que fazer imagens da Trindade é expressamente proibido. Não conhecemos a natureza espiritual dos anjos nem a verdadeira aparência física de Cristo e dos apóstolos. Assim, as imagens feitas deles são sem semelhança, e é vaidade fazer uma imagem e dizer: Isso é Cristo, isso é Maria, isso é Pedro, e etc. E mesmo que tivéssemos suas imagens verdadeiras, não poderíamos adorar, honrar, nem nos envolvermos em qualquer atividade religiosa em relação a elas". (The Christian's Reasonable Service. Vol. 3. Grand Rapids, MI: Reformation Heritage Books, 2007. p. 109.)

Johannes Geerhardus Vos
"2. É errado fazer pinturas ou quadros de nosso Salvador Jesus Cristo?
De acordo com o Catecismo Maior isso, com certeza, é errado, pois ele interpreta que o segundo mandamento proíbe a feitura de qualquer representação de qualquer uma das três pessoas da Trindade, o que certamente inclui Jesus Cristo, a Segunda Pessoa da Trindade, Deus Filho. Como as figuras de Jesus são extremamente comuns nos dias de hoje, devemos entender que nos círculos calvinistas esse é um desenvolvimento relativamente moderno. Nossos ancestrais dos dias da Reforma, e nos 300 anos após ela, abstiveram-se com extremo cuidado e precisão, de sancionar ou de utilizar quadros de Jesus Cristo. Tais figuras são tão comuns hoje, e tão poucos fazem conscienciosa objeção a elas que é praticamente impossível se obter quaisquer recursos de ajuda para a Escola Dominical ou material de histórias bíblicas para crianças que estejam livres dessas figuras. A Sociedade Bíblica Americana (The American Bible Society) merece ser elogiada pela decisão de não deixar mostrar a figura do Salvador nos filmes produzidos por ela" (Catecismo Maior de Westminster Comentado. São Paulo: Os Puritanos, 2007. p. 344.)

"4. Desde que não sejam adoradas nem utilizadas como 'auxílio à adoração', não seriam legítimas as representações de Jesus? Conforme a interpretação da Assembleia de Westminster, o segundo mandamento certamente proíbe toda a representação de qualquer uma das Pessoas da Trindade, em consonância coerente com a verdade ensinada nos Padrões de Westminster de que Cristo é uma Pessoa Divina com uma natureza humana trazida à união com Ele mesmo, e não uma pessoa humana; isso implica que seria errado fazer representações de Jesus Cristo sob qualquer pretexto. É claro que há uma diferença entre utilizar figuras de Jesus para ilustrar lições ou livros de histórias bíblicas para crianças e usar figuras de Jesus na adoração, como fazem os Católicos Romanos. É óbvio que a primeira situação não é um mal da mesma classe dessa última, entretanto, apesar dessa diferença, há bons motivos para se afirmar que os nossos ancestrais da Reforma estavam certos ao se oporem a toda representação pictórica do Salvador. Deveríamos compreender que a popularidade de uma certa prática - até mesmo daquelas quase impossíveis de serem contestadas - não prova que ela seja correta. Para se provar que uma prática é certa temos de demonstrar que ela se harmoniza com os mandamentos e os princípios revelados na Palavra de Deus; a mera demonstração de que uma prática é comum, é útil ou parece dar bons resultados não prova que seja certa" (Catecismo Maior de Westminster Comentado. pp. 345-346.)

Marcellus Kik
"Sem dúvida, se eu afirmar que o uso de imagens de Cristo não é bíblico, que não conta com a aprovação de Deus, que é pecaminoso, e que é uma quebra do segundo mandamento - serei considerado como um fanático, um reacionário, e talvez não muito normal. Mas, por favor, antes que você tenha tais pensamentos desagradáveis, ouça-me. Se nós somos cristãos o nosso serviço e culto são regulados pela Palavra de Deus. A Bíblia é o nosso infalível guia na fé e no culto". (Pictures of Christ. p. 1)

João Calvino
“Patrístico era quem afirmou ser horrenda abominação ver-se pintada em templos de cristãos a imagem, seja de Cristo, seja de qualquer santo. Tampouco foi isto pronunciado pela voz de um único homem, mas até decretado por um concílio eclesiástico: que não se pinte em paredes o que se adora. Muito longe está de que se contenham dentro destes limites, quando não deixam  sequer um canto vazio de imagens.” (Institutas, Livro I, carta ao rei).

“E assim na lei, após haver arrogado unicamente para si a glória da Deidade, quando visa a ensinar que gênero de adoração aprova, ou repudia, Deus acrescenta de imediato: ‘Não farás para ti imagem esculpida, nem qualquer semelhança” [Ex 20.4], palavras com as quais nos coíbe o desenfreamento, para que não tentemos representá-lo por meio de qualquer figura visível. E enumera, de maneira sucinta, todas as formas mediante as quais, já desde outrora, a superstição começara a converter sua verdade em mentira.” (Institutas, I.11.1)

“Isso pode ser facilmente inferido das razões que ele anexa à sua proibição. Primeiramente, através de Moisés [Dt 4.15]: “Lembra-te do que o Senhor te falou no vale do Horebe: ouviste uma voz, porém corpo não viste; guarda-te, portanto, a ti mesmo, para que não aconteça que, se fores enganado, para ti faças qualquer representação” etc. Vemos como Deus opõe abertamente sua voz a todas as representações, para que saibamos que, todos quantos buscam para ele formas visíveis, dele se apartam.” (Institutas I.11.2)

“Deve-se notar, porém, que não se proíbe menos uma gravura do que uma imagem escupida, com o quê se refuta a improcedente ressalva dos gregos. Pois pensam que se portam esplendidamente, se não fazem representações esculturais de Deus, enquanto se esbaldam em gravuras mais desabridamente que quaisquer outros povos. O Senhor, entretanto, proíbe não apenas que lhe seja talhada imagem por estatuário, mas ainda que lhe seja modelada representação por qualquer sorte de artífice, porquanto é, com isso, afeiçoado em moldes inteiramente falsos e com grave insulto de sua majestade.” (Institutas I.11.4)

“Certamente conheço muito bem este popular e vulgar refrão: As imagens são os livros dos iletrados. Isso foi dito por Gregório. Entretanto, de maneira muito diferente fala o Espírito de Deus, em cuja escola, se Gregório houvesse sido instruído nesta matéria, jamais haveria de ter assim falado.” (Institutas I.11.5)

“Se alguém objeta, dizendo que aqueles que abusavam das imagens para ímpia superstição eram repreendidos pelos profetas, sem dúvida o admito. Acrescento, porém, o que é notório a todos, que eles condenam plenamente o que os papistas assumem como infalível axioma: que as imagens fazem as vezes de livros. Pois os profetas opõem as imagens ao Deus verdadeiro, como coisas contrárias e que jamais podem ser conciliadas.” (Institutas I.11.5)

“Nestas porções que há pouco citei, afirmo-o, infere-se esta conclusão: uma vez que o Deus verdadeiro a quem os judeus adoravam é um e único, pervertida e enganosamente se inventam figuras visíveis para que representem a Deus e miseravelmente iludidos se quedam todos os que daí buscam conhecimento.” (Institutas I.11.5)

“Leia-se, ademais, o que acerca desta matéria escreveram Lactâncio e Eusébio, que não hesitaram em tomar axiomaticamente que todos esses de quem se vêem imagens foram seres mortais. O que Agostinho expressou não foi outra coisa, o qual declara taxativamente que é abominável não só adorar imagens, mas também o erigi-las a Deus. Contudo, tampouco ele está dizendo outra coisa senão o que havia sido decretado, muitos anos antes, no Concílio de Elvira, do qual este é o cânon trinta e seis: “Resolveu-se que não se tenham nos templos representações pictoriais, como também não se pinte em suas paredes o que se cultua ou adora.”” (Institutas I.11.6)

“Se Varrão dissesse apenas isso, talvez pouco tivesse de autoridade; contudo, com razão nos deveria causar vergonha que um pagão, como que a tatear nas trevas, tenha chegado a esta luz, isto é, que as imagens corpóreas são indignas da majestade de Deus porque diminuem nos homens o temor e aumentam o erro.” (Institutas I.11.6)

“Portanto, quem quer que deseje ser corretamente ensinado, aprenda de outra fonte, a saber, o que de Deus se pode conhecer não deve ser através de imagens.” (Institutas I.11.6)

“Portanto, se os papistas possuem algo de pejo, que doravante não façam uso deste subterfúgio: que as imagens são os livros dos iletrados, o que está refutado tão escancaradamente por numerosos testemunhos da Escritura.” (Institutas I.11.7)

J.I. Packer
“Essa afirmação categórica proíbe não apenas o uso de figuras e estátuas representando Deus como animal, mas também o uso de figuras e imagens que o representam como a mais elevada criatura que conhecemos — o homem. Proíbe também o uso de figuras e imagens de Jesus Cristo como homem, embora o próprio Jesus tenha sido e permaneça homem. Toda figura ou imagem é necessariamente produzida à "semelhança" do homem ideal, como o imaginamos, e portanto está sob a proibição imposta pelo mandamento.” (O Conhecimento de Deus, p. 38)

“Ao longo da história, os cristãos têm divergido a respeito da proibição do segundo mandamento, de vetar o uso de figuras de Jesus com propósitos didáticos e instrutivos (por exemplo, na escola dominical). Embora a questão não seja fácil de resolver, não há dúvida de que o segundo mandamento nos obriga a dissociar a adoração tanto pública como particular de qualquer figura ou estátua de Jesus, como de qualquer representação de seu Pai. Neste caso, que razão há afinal para essa proibição tão ampla? Pela ênfase dada ao próprio mandamento com as assustadoras sanções ligadas a ele (proclamando o zelo de Deus, punindo com severidade os transgressores), supõe-se que deve ser de importância crucial. Mas será realmente? A resposta é sim. A Bíblia mostra que a glória de Deus e o bem espiritual do homem estão diretamente ligados ao mandamento.” (O Conhecimento de Deus, p. 38)

“O ponto aqui não é apenas que a imagem representa Deus com corpo e membros, o que na realidade ele não tem. Se fosse apenas esta a base da objeção às imagens, as representações de Cristo não seriam erradas, mas a realidade é muito mais profunda. O cerne da objeção às figuras e imagens está no fato de ocultar inevitável e quase totalmente a verdade sobre a natureza pessoal e o caráter do Ser divino representado. Para ilustrar: Aarão fez um bezerro de ouro (isto é, a imagem de um boi). Com a intenção de manter um símbolo visível de Jeová, o Deus poderoso que havia tirado Israel do Egito. Não há dúvida de que a intenção era honrar a Deus, criando um símbolo de sua grande força. Entretanto não é difícil ver que esse símbolo é um insulto a Deus, pois que idéia de seu caráter moral, justiça, bondade e paciência poderia ser depreendida da observação de sua imagem retratada por um boi? A imagem de Aarão escondeu a glória de Jeová. De modo semelhante, as impressões exteriores geradas pelo crucifixo obscurecem a glória de Cristo, pois ofuscam sua divindade, a vitória na cruz e a realidade do Reino. Ele aponta apenas a fraqueza humana, porém esconde sua força divina; representa a exatidão da dor, mas não mostra a realidade de sua alegria e força. Em ambos os casos o símbolo perde valor pelo que deixa de transmitir. O mesmo acontece com as outras representações visuais da divindade.” (O Conhecimento de Deus, p. 39)

“A idéia é clara. Deus não lhes apresentou nenhum símbolo visível de si mesmo, mas falou com eles; portanto, agora eles não deveriam procurar símbolos visíveis de Deus, mas simplesmente obedecer a sua Palavra. Caso se diga que Moisés estava com medo de que os israelitas tomassem emprestados modelos de imagens das nações idólatras a sua volta, nossa resposta é sem dúvida positiva. Este é exatamente o ponto: todas as imagens de Deus feitas pelos homens, sejam esculpidas ou mentais, são realmente emprestadas do mundo ímpio e pecador, e com certeza não estão de acordo com a santa Palavra do próprio Deus. Fazer uma imagem dele é buscar inspiração em recursos humanos e não em Deus; este é realmente o erro da produção de imagens.”  (O Conhecimento de Deus, p. 42)

“A arte simbólica pode servir à adoração sob várias formas, mas o segundo mandamento proíbe todas as representações da imagem de Deus. Se pinturas, desenhos e estátuas de Jesus — o Filho encarnado — sempre foram considerados símbolos da perfeição humana pelas culturas que os produziram (pele branca para os anglo-saxões, pele negra para os africanos e pele amarela para os asiáticos ou o que quer que seja), em vez da aparência real de Jesus, não haveria problema. Entretanto, crianças e adultos mais simples podem considerá-los reais. Portanto, em minha opinião, seria prudente evitá-los.” (O Conhecimento de Deus, p. 43)

Thomas Vincent
Não é lícito ter imagens de Jesus Cristo porque sua natureza divina não pode ser retratada de forma alguma, e porque seu corpo, como está glorificado, não pode ser retratado como é; e porque, se não desperta devoção, é vã; e se desperta devoção, é adoração a uma imagem ou figura, sendo assim uma violação concreta do segundo mandamento. (Trecho da Exposição do Breve Catecismo da Assembleia de Westminster)

R.C. Sproul
“Não posso afirmar com toda certeza que representar a natureza humana de Jesus seja uma violação do segundo mandamento. Mas não estou certo de que seja sábio, pois a representação poderia comunicar às pessoas uma imagem errônea. A cabeça de Cristo feita por Salomão, apesar de toda a sua beleza, tem comunicado a várias gerações de pessoas um Jesus efeminado que parece menos do que vigoroso. Eu preferiria não comunicar nada artisticamente sobre a aparência de Jesus do que colocar imagens erradas nas mentes das pessoas.” (Sproul, Boa Pergunta, p.. 234)

John Murray
“O que, então, podemos dizer das imagens de Cristo? Primeiro de tudo, é preciso dizer que não temos quaisquer dados como base para fazer uma representação pictórica de Jesus; não temos descrições das suas características físicas que permitiriam ao artista mais habilitado fazer um retrato aproximado. Em vista da profunda influência exercida por uma imagem, especialmente nas mentes das pessoas jovens, devemos perceber o perigo envolvido em uma representação para a qual não existe nenhuma garantia, uma representação que é a criação da pura imaginação. Ela pode ajudar a destacar a tolice de perguntar: qual seria a reação de um discípulo, que realmente viu o Senhor nos dias da sua carne, diante de um retrato que seria obra da imaginação de alguém que nunca viu o Salvador? Podemos detectar facilmente qual seria a sua repulsa. Nenhuma impressão que temos de Jesus deve ser criada sem os dados próprios da revelação, e cada impressão, cada pensamento, deve evocar o culto. Assim, visto que não possuímos dados revelacionais para uma imagem ou retrato no sentido próprio do termo, estamos impedidos de fazer uma ou de usar qualquer uma que tenha sido feita.” (Reformed Herald, Vol. XVI, nº 9. Fevereiro de 1961)

Loraine Boettner
“Muito semelhante ao uso das imagens é o uso das figuras de Cristo. E estas, sentimos ter de dizê-lo, encontraram-se frequentemente também nas igrejas protestantes além das católicas romanas. Mas em nenhum lugar da Bíblia, nem no Novo nem no Velho Testamento, há alguma descrição do aspecto físico de Cristo. Nenhum quadro dEle foi pintado durante o Seu ministério terreno. A igreja não tinha quadros dEle durante os quatro primeiros séculos. Os pretensos quadros de Cristo, como os de Maria e dos santos, são mero produto da imaginação do artista. Por isso é que são tantos, e tão diferentes. É simplesmente uma mentira dizer que qualquer um deles é um quadro genuíno de Cristo. Tudo o que sabemos sobre o seu aspecto físico é que Ele era de nacionalidade judaica. Mas com muita frequência Ele tem sido representado com traços arianos e até mesmo com cabelo dourado. Certamente Cristo deve repudiar todos esses quadros forjados de Sua pessoa. Ele foi a verdade e nós podemos ter certeza de que Ele não aprovaria qualquer forma de falsos ensinamentos. É impossível que algum quadro faça justiça à Sua personalidade, pois Ele não foi só humano mas também divino. A divindade não pode ser descrita “pela arte e imaginação do homem” (Atos 17.29). Portanto, todos os quadros são igualmente enganadores e ruins. Conservada em segredo, como foi a sepultura de Moisés e sem dúvida por motivos semelhante, o aspecto físico do Deus-Homem precisou ser mantido além do alcance da idolatria. Os assim chamados quadros de Cristo não são subsídios para o culto, mas , antes um impedimento, e para muitos representam uma tentação para essa mesma idolatria contra a qual as Escrituras advertem com tanta clareza.” (Catolicismo Romano, Imprensa Batista Regular, 1985, p. 228).

Leia também: Imagens de Jesus - John Murray

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