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June 8, 2010

20 Recomendações de Thomas Watson


Em 24 de agosto de 1662, dois mil ministros puritanos do evangelho foram excluídos de seus púlpitos, tendo recebido a ordem de não mais pregarem em público. O Ato de Uniformidade, baixado pelo parlamento inglês, conhecido pelos evangélicos como a Grande Ejeção, pairava por sobre a Inglaterra como uma nuvem espessa. Muitos líderes eclesiásticos da Igreja Anglicana, a religião oficial, estavam forçando os puritanos a cessarem suas prédicas ou a se moldarem à adoração litúrgica decretada por lei. Muitos ministros preferiam o silêncio à transigência.

Com olhos marejados de lágrimas, milhares de cristãos humildes ouviram seu último sermão no domingo imediatamente anterior à data em que o Ato se tornaria lei. E, naquele último domingo de liberdade, os ministros puritanos provavelmente pregaram os seus melhores sermões.

O sermão que passamos a transcrever, de modo um tanto abreviado, foi pregado por Thomas Watson a seu pequeno rebanho.

Antes que eu me vá, devo oferecer alguns conselhos e orientações para vossas almas. Eis as vinte instruções que tenho a dar a cada um de vós, para as quais desejo a mais especial atenção:

1) Antes de tudo, observa tuas horas constantes de oração a Deus, diariamente. O homem piedoso é homem "separado" (Sl 4.3), não apenas porque Deus o separou por eleição, mas também porque ele mesmo se separa por devoção. Inicia o dia com Deus, visita-O pela manhã, antes de fazeres qualquer outra coisa. Lê as Escrituras, pois elas são, ao mesmo tempo, um espelho que mostra as tuas manchas e um lavatório onde podes branquear essas máculas. Adentra ao céu diariamente, em oração.

2) Coleciona bons livros em casa. Os livros de qualidade são como fontes que contêm a água da vida, com a qual poderás refrigerar-te. Quando descobrires um arrepio de frio em tua alma, lê esses livros, onde poderás ficar familiarizado com aquelas verdades que aquecem e afetam o coração.

3) Tem cuidado com as más companhias. Evita qualquer familiaridade desnecessária com os pecadores. Ninguém pode apanhar a saúde de outrem; mas pode-se apanhar doenças. E a doença do pecado é altamente transmissível. Visto não podermos melhorar os outros, ao menos tenhamos o cuidado de que eles não nos façam piores. Está escrito acerca do povo de Israel que "se mesclaram com as nações e lhes aprenderam as obras" (Sl 106.35). As más companhias são as redes de arrastão do diabo, com as quais arrasta milhões de pessoas para o inferno. Quantas famílias e quantas almas têm sido arruinadas pelas más companhias!

4) Cuidado com o que ouves. Existem certas pessoas que, com seus modos sutis, aprendem a arte de misturar o erro com a verdade e de oferecer veneno em uma taça de ouro. Nosso Salvador, Jesus Cristo, aconselhou-nos: "Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores" (Mt 7.15). Sê como aqueles bereanos que examinavam as Escrituras, para verificar se, de fato, as coisas eram como lhes foram anunciadas (At 17.11). Aos crentes é mister um ouvido discernidor e uma língua crítica, que possam distinguir entre a verdade e o erro e ver a diferença entre o banquete oferecido por Deus e o guisado colocado à sua frente pelo diabo.

5) Segue a sinceridade. Sê o que pareces ser. Não sejas como os remadores, que olham para um lado e remam para outro. Não olhes para o céu, com tua profissão de fé, para, então, remar em direção ao inferno, com tuas práticas. Não finjas ter o amor de Deus, ao mesmo tempo que amas o pecado. A piedade fingida é uma dupla iniqüidade. Que teu coração seja reto perante Deus. Quanto mais simples é o diamante, tanto mais precioso ele é; e quanto mais puro é o coração, maior é o valor que Deus dá à sua jóia. O salmista disse sobre Deus: "Eis que te comprazes na verdade no íntimo" (Sl 51.6).

6) Nunca te esqueças da prática do auto-exame. Estabelece um tribunal em tua própria alma. Tem receio tanto de uma santidade mascarada quanto de ires para um céu pintado. Julgas-te bom porque outros assim pensam de ti? Permite que a Palavra seja um ímã com o qual provarás o teu coração. Deixa que a Palavra seja um espelho, diante do qual poderás julgar a aparência de tua alma. Por falta de autocrítica, muitos vivem conhecidos pelos outros, mas morrem desconhecidos por si mesmos. "De noite indago o meu íntimo", disse o salmista (Sl 77.6).

7) Mantém vigilância quanto à tua vida espiritual. O coração é um instrumento sutil, que gosta de sorver a vaidade; e, se não usarmos de cautela, atrai-nos, como uma isca, para o pecado. O crente precisa estar constantemente alerta. Nosso coração se assemelha a uma "pessoa suspeita". Fica de olho nele, observa o teu coração continuamente, pois é um traidor em teu próprio peito. Todos os dias deves montar guarda e vigiar. Se dormires, aí está a oportunidade para as tentações diabólicas.

8) O povo de Deus deve reunir-se com freqüência. As pombas de Cristo devem andar unidas. Assim, um crente ajudará a aquecer ao outro. Um conselho pode efetuar tanto bem quanto uma pregação. "Então, os que temiam ao SENHOR falavam uns aos outros" (Ml 3.16). Quando um crente profere a palavra certa no tempo oportuno, derrama sobre o outro o óleo santo que faz brilhar com maior fulgor a lâmpada do mais fraco. Os biólogos já notaram que há certa simpatia entre as plantas. Algumas produzem melhor quando crescem perto de outras plantas. Semelhantemente, esta é a verdade no terreno espiritual. Os santos são como árvores de santidade. Medram melhor na piedade quando crescem juntos.

9) Que o teu coração seja elevado acima do mundo. "Pensai nas coisas lá do alto" (Cl 3.2). Podemos ver o reflexo da lua na superfície da água, mas ela mesma está acima, no firmamento. Assim também, ainda que o crente ande aqui em baixo, o seu coração deve estar fixado nas glórias do alto. Aqueles cujos corações se elevam acima das coisas deste mundo não ficam aprisionados com os vexames e desassossegos que outros experimentam, mas, antes, vivem plenos de alegria e de contentamento.

10) Consola-te com as promessas de Deus. As promessas são grandes suportes para a fé, que vive nas promessas do mesmo modo que o peixe que vive na água. As promessas de Deus são quais balsas flutuantes que nos impedem de afundar, quando entramos nas águas da aflição.

11) Não sejas ocioso, mas trabalha para ganhar o teu sustento. Estou certo de que o mesmo Deus que disse: "Lembra-te do dia de sábado, para o santificar", também disse: "Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra". Deus jamais apoiou qualquer ociosidade. Paulo observou: "Estamos informados de que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia. A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranqüilamente, comam o seu próprio pão" (2 Ts 3.11-12).

12) Ajunta a primeira tábua da Lei à segunda, isto é, piedade para com Deus e eqüidade para com o próximo. O apóstolo Paulo reúne essas duas idéias, em um só versículo: "Vivamos, no presente século... justa e piedosamente" (Tt 2.12). A justiça se refere à moralidade; a piedade diz respeito à santidade. Alguns simulam ter fé, mas não têm obras; outros têm obras, mas não têm fé. Alguns se consideram zelosos de Deus, mas não são justos em seus tratos; outros são justos no que fazem, mas não têm a menor fagulha de zelo para com Deus.

13) Em teu andar perante os outros, une a inocência à prudência. "Sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas" (Mt 10.16). Devemos incluir a inocência em nossa sabedoria, pois doutro modo tal sabedoria não passará de astúcia; e precisamos incluir sabedoria em nossa inocência, pois do contrário nossa inocência será apenas fraqueza. Convém que sejamos tão inofensivos como as pombas, para que não causemos danos aos outros, e que tenhamos a prudência das serpentes, a fim de que os outros não abusem de nós nem nos manipulem.

14) Tenha mais medo do pecado que dos sofrimentos. Sob o sofrimento, a alma pode manter-se tranqüila. Porém, quando um homem peca voluntariamente, perde toda a sua paz. Aquele que comete um pecado para evitar o sofrimento, assemelha-se ao indivíduo que permite sua cabeça ser ferida, para evitar danos ao seu escudo e capacete.

15) Foge da idolatria. "Filhinhos, guardai-vos dos ídolos" (1 Jo 5.21). A idolatria consiste numa imagem de ciúme que provoca a Deus. Guarda-te dos ídolos e tem cuidado com as superstições.

16) Não desprezes a piedade por estar sendo ela perseguida. Homens ímpios, quando instigados por Satanás, vituperam, maliciosamente, o caminho de Deus. A santidade é uma qualidade bela e gloriosa. Chegará o tempo quando os iníquos desejarão ver algo dessa santidade que agora desprezam, mas estarão tão removidos dela como agora estão longe de desejá-la.

17) Não dá valor ao pecado por estar atualmente na moda. Não julga o pecado como coisa apreciável, só porque a maioria segue tal caminho. Pensamos bem sobre uma praga, só porque ela se torna tão generalizada e atinge a tantos? "E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as" (Ef 5.11).

18) No que diz respeito à vida cristã, serve a Deus com todas as tuas forças. Deveríamos fazer por nosso Deus tudo quanto está no nosso alcance. Deveríamos servi-Lo com toda a nossa energia, posto que a sepultura está tão perto, e ali ninguém ora nem se arrepende. Nosso tempo é curto demais, pelo que também o nosso zelo de Deus deveria ser intenso. "Sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor" (Rm 12.11).

19) Faze aos outros todo o bem que puderes, enquanto tiveres vida. Labuta por ser útil às almas de teus semelhantes e por suprir as necessidades alheias. Jesus Cristo foi uma bênção pública no mundo. Ele saiu a fazer o bem. Muitos vivem de modo tão infrutífero, que, na verdade, suas vidas dificilmente são dignas de uma oração, como também seu falecimento quase não merece uma lágrima.

20) Medita todos os dias sobre a eternidade. Pois talvez seja questão de poucos dias ou de poucas horas - haveremos de embarcar através do oceano da eternidade. A eternidade é uma condição de desgraça eterna ou de felicidade eterna. A cada dia, passa algum tempo a refletir a respeito da eternidade. Os pensamentos profundos sobre a eterna condição da alma deveriam servir de meio capaz de promover a santidade. Em conclusão, não devemos superestimar os confortos deste mundo. As conveniências do mundo são muito agradáveis, mas também são passageiras e logo se dissipam. A idéia da eternidade deve ser o bastante para impedir-nos de ficar tristes em face das cruzes e sofrimentos neste mundo. A aflição pode ser prolongada, mas não eterna. Nossos sofrimentos neste mundo não podem ser comparados com nosso eterno peso de glória. Considerai o que vos tenho dito, e o Senhor vos dará entendimento acerca de tudo.

May 25, 2010

Direitos Homossexuais ou Censura Generalizada?


Freqüentemente temos alertado aos leitores deste blog quanto ao Projeto de Lei que tramita no Senado, o PL 122/2006 que pretende criminalizar a discordância ao Homossexualismo. Muitos críticos têm mostrado que, se aprovado, o projeto atentará contra a liberdade de expressão prevista em nossa constituição. O texto atual do projeto prevê o seguinte:

Art. 1º - Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero."(NR)

Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero:

§ 5º O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica."(NR)

A expressão "ordem moral, ética, filosófica ou psicológica" abrange tudo, até pensamentos. Igrejas, organizações e até a mídia ficarão impedidos de fazer qualquer comentário sobre este grupo. Posto abaixo 3 vídeos sintomáticos. No primeiro, humoristas da Rede TV são expulsos de uma marcha homossexual que aconteceu no último dia 19, em Brasília. No segundo, um flagrante de violência de um homossexual contra um heterossexual. Se o agressor fosse o heterossexual, ele estaria perdido com a quantidade de processos que seriam movidos contra ele. E, no terceiro filme, um trecho do vídeo "PLC 122/2006 - A diferença entre Homossexualismo e Militância Gay".





May 24, 2010

As bases Darwinistas do Nazismo


O documentário abaixo é uma resposta à nova onda de ateísmo mundial. Dirigido por Nathan Frankowski e produzido por Ben Stein "EXPELLED - No Intelligence Allowed" (Expulso - Inteligência não é permitida), o filme mostra a perseguição que alguns cientistas têm sofrido por não endossarem mais a teoria do Evolucionismo e traz à tona a clara ligação entre darwinismo e o que se praticou no período Nazista.


















O declínio da PCUSA

Até 1984, o maior ramo do presbiterianismo americano, a PCUSA, tinha alterado seu nome para United Presbyterian Church Of United States of America (UPCUSA), que experimentou um acentuado decréscimo no número de membros na segunda metade do século 20. Em 1983, como resultado da fusão com a Presbyterian Church in the U.S. (PCUS), denominada ramo sulista, que contava com mais de 800 mil membros à época, nasceu a atual PCUSA. Mas a curva continuou descendente. Veja o gráfico abaixo:


Igualmente, a candidatura ao ministério na PCUSA tem sido motivo de preocupação constante. Mesmo tendo aprovado a ordenação feminina na década de 60, e as mulheres já ultrapassarem o número de homens ordenados anualmente, a PCUSA tem percebido um decréscimo no número de candidatos (principalmente masculinos) ao ministério nos últimos anos, como demonstram os números abaixo:



Autor: Rev. Alceu Lourenço
Números obtidos diretamente no site da denominação: www.pcusa.org


May 21, 2010

“RE-IMAGINING”: O FEMINISMO RADICAL EM PELE DE CORDEIRO

As mulheres pós-modernas se reuniram em Minneapolis com a finalidade de "re-imaginar" a Deus, a igreja e a família. 700 delegadas estiveram presentes na conferência que ocorreu em 2003 e cerca de metade destas em 1998. Eram principalmente lideranças femininas das principais denominações associadas ao Conselho Mundial de Igrejas. A primeira conferência ocorreu sob os auspícios do Conselho Mundial de Igrejas dentro do tema “Uma Década de Solidariedade com as mulheres”.

Estas conferências feministas criadas na esteira das igrejas evangélicas Norte Americanas, produziram um grande abalo, mesmo entre as denominações mais complacentes que deram seu suporte financeiro aos eventos. A principal e mais importante denominação patrocinadora do primeiro e do segundo evento foi a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América (PCUSA) (
1), a Igreja Metodista Unida, a Igreja Luterana Evangélica da América e os Episcopais.

Para além do Ecumenismo
Por mais triste que possa ser, o movimento Re-Imagining (Re-imaginando Deus) não é uma adaptação inocente, feminista da mensagem Cristã para os tempos modernos. É, na verdade, um assalto aos fundamentos do Cristianismo de tal maneira a apresentá-lo com o neo-paganismo. Declarações oficiais, estão, o que não é de se surpreender, repletas de blasfêmias e irreverências na medida em que mesclam as mulheres glorificadas em sua própria sexualidade e vã sabedoria na tentativa de criar deusas às suas próprias imagens.


A agenda anti-cristã da conferência “… exalta toda e qualquer religião imaginável ou espiritualidade, exceto o Cristianismo bíblico e ortodoxo, e reconhece o poder de qualquer deidade, exceto o poder de Jesus Cristo” (2).

Vamos Re-imaginar
Quando alguém re-imagina Deus, então nada é sagrado, tudo está à disposição sobre a mesa para reconstrução. Verdade, realidade, instituições sociais, modos de comunicação, tudo se submete à análise corrosiva do subjetivismo pós-moderno. A expressão feminista desta reviravolta crítica religiosa foi manifestada nas duas Conferências Re-Imagining God (Re-Imaginando Deus). Aqui apresentamos algumas de suas conclusões sobre religião, Deus, Jesus, sexualidade e família:

Religião 
As pressuposições religiosas e filosóficas do movimento Re-Imagining são totalmente pós-modernas. Não há verdade absoluta e nem podemos conhecer a Deus, exceto pela experiência subjetiva. No entendimento do Cristianismo histórico sobre Deus e a revelação, que foram ali sumariamente descartados, o uso da imaginação na religião não encontra qualquer fundamento que possa prover segurança. O teólogo pós-moderno vê o homem tornar-se o mesmo que os pensadores pós-modernos seculares. Uma das conferencistas afirmou que: O evangelho do Re-Imagining é palatável às nossas pressuposições da ‘Nova Era’. Não há, por exemplo, pecado, vergonha, culpa, ou mesmo necessidade de salvação, não há qualquer chamado à santidade, não há necessidade a qualquer obediência, e nem mesmo uma vocação ao serviço” (3)

Deus 
A idéia de Deus haverá de ser mais manejável e moldável se Ele estiver despersonalizado. As feministas do Re-Imagining não somente reimaginam a Deus – Elas o desconstroem, o destroem, O levam abaixo, O demolem! No lugar de Deus elas o substituem pelo monismo da Nova Era.

Monismo 
O Monismo na verdade não é novo. Ele é encontrado nas filosofias pagãs juntamente com elementos das religiões orientais. Para as sacerdotisas de Minneapolis, seu deus é uma energia divina universal que permeia o mundo material, incluindo a humanidade divina. Parte do culto delas envolveu o curvar-se uma perante a outra para reconhecer a divindade mútua, tanto quanto o cantar regular do “Ó grande espírito, terra, vento e mar, tu está dentro de nós e ao nosso derredor.” Em 1998 na versão da Conferência Re-Imagining, este espírito Gnóstico foi mostrado nos programas impressos com declarações tais como: “ Eu encontrei Deus em mim mesma, e eu a amei. Eu a amei de maneira apaixonada e feroz.” Para a exclusão de Jesus e Deus o Pai (dois termos que soam tremendamente patriarcais), as orações eram então feitas a “Nossa criadora, Sophia.”. Sophia, evidentemente, é a palavra grega para sabedoria, e representa não somente a feminilização da deusa delas, mas revela a deusa como flúida, uma sabedoria intangível, dentro das pessoas e no próprio cosmos. O culto de si mesmo estava envolto em orações feitas à Sophia intuitiva.

Jesus
Na primeira conferência, Delores Williams do Seminário Teológico Union da cidade de Nova York (da PCUSA), produziu uma reação tempestuosa quando ela declarou “Eu sei que eu não preciso de qualquer teoria de expiação. Eu entendo que Jesus veio à vida e nos mostrou algo sobre a vida ... eu não penso que precisamos de pessoas penduradas em cruzes, sangue pingando e derramando e coisas nojentas como estas” (4). Na conferência de 1998, o ataque sobre a identidade de Jesus continuou: “Afinal, é necessário rompermos com a religião dos que nos escravizaram.” vociferou outra oradora, Carter Heyward. Sua resposta foi para que re-imaginemos Jesus Cristo. Heyward disse que foi um equívoco enfatizar “a singularidade da presença de Deus em Jesus”; “Não é a identidade de Jesus com Deus, como se Jesus de alguma forma pensasse a respeito de si mesmo como divino... Jesus realmente não era divino ... Jesus era humano como nós, e também como nós ele tinha uma infusão em Deus, com o espírito sagrado, e neste sentido ele era divino, e ele tinha uma certa suspeita desta sua divindade.” (5) Heyward afirmou o ponto de vista de que toda a vida é simplesmente uma emanação da realidade divina, significando que todas as pessoas
e coisas são essencialmente divinas e ninguém pode pretender ser única, nem mesmo Jesus. “Enquanto ninguém, nem mesmo Jesus, é divino por si ou em si mesmo, ou si mesma, todo mundo, tal como Jesus, é capaz de ser deus, e usar isto (deus) como um verbo... é isto que somos e faremos ... ser deus, e é exatamente esta que é a história de Jesus e nada mais.”

Sexualidade – 
Na conferência de 1993 as delegadas aplaudiram 100 de suas participantes que subiram ao palco para celebrar a suas identidades sexuais como lésbicas, bi-sexuais, ou transexuais. A líder da CLOUT, Melanie Morrison afirmou naquela convenção: “Nós estamos completamente cônscias que o mundo não é um lugar seguro para mulheres lésbicas, e muito menos a igreja é este lugar seguro.” CLOUT é a sigla em inglês para “Christian Lesbians Out Together.” – (Lésbicas Cristãs Unidas).

Família 
Parte da agenda sexual das feministas radicais na igreja é romper com a família tradicional. Isto porque as famílias tradicionais têm seus papéis como pai e mãe, marido e esposa. Mary Hunt é uma lésbica Católica Romana e co-fundadora da WATER, a “Women’s Alliance for Theology, Ethics, and Ritual.” – (Aliança das
Mulheres pela Teologia, Ética e Ritual.) Ela propôs na conferência Re-Imagining que a amizade de amor livre fosse substituída como uma metáfora no lugar da família. Ele explicou o que quis disser com isto: “... imagine relações sexuais entre amigos como a norma, jovens aprendendo a fazer amigos ao invés de namorar. Imagine a valorização da interação genital sexual em termos de como a amizade se aprofundaria e o prazer mútuo aumentaria. O prazer é nosso direito de nascença do qual temos sido roubados em nossa religiosidade patriarcal. Chegou o momento de clamarmos por um novo tipo de amizade... Um relacionamento humano responsável é um direito humano. Eu vislumbro amigos, não famílias, nadando em prazeres que merecemos porque nossos corpos são santos e nossa sexualidade é parte das riquezas que a criação nos oferece.” (6)

Delores Williams do Union Theological Seminary, (Seminário Teológico União da PCUSA), notória por sua rejeição da expiação de Cristo na conferência de 1993, disse ainda mais em 1998, tal como foi publicado: “As mulheres precisam criar comunidades onde as pessoas possam ser livres… um contexto do sagrado onde nenhuma sexualidade seja impura. No coração e na alma das deidades todos nós somos amados, e não importa com quem vamos para a cama.” (7)


Teologia Feminista
A teologia feminista do movimento Re-Imagining sublinha a experiência e o recontar das histórias da vida, especialmente histórias de abuso, repressão, e agressão. Afirma-se que as histórias feministas contadas são, na verdade, uma grande contribuição para a igreja. As histórias pessoais desafiam a teologia tradicional, com isto encorajando o abandono de absolutos morais e ao mesmo tempo incentivando a igreja a tornar a sua mensagem mais relacional. Este será, segundo ela, o único caminho para a “purificação e plenitude”.

Neste ambiente espera-se encontrar qualidades femininas, como o cuidado maternal, na teologia feminista. No entanto, o que mais se vê, tal como ocorre na Africanização do Cristianismo é a adaptação da mensagem e formas de fé das tradições religiosas locais, da mesma forma neste movimento – a feminilização do Cristianismo é encontrada. A bastardização da Santa Ceia é particularmente ofensiva, tanto numa como em outra conferência que tinha como objetivo focalizar a mensagem Re-Imagining ocorreu a santa ceia servida com “leite e mel”. Ouça as palavras litúrgicas que foram proferidas em 1998 no momento da “santa ceia”: “Este é o corpo de Deus para a purificação e limpeza da amargura do coração humano...” declarou Reverenda (Sally) Hill enquanto as mulheres passavam leite e mel misturados aos participantes. “Nós estamos vendo o poder sendo levantado da terra...” Juntas estamos fazendo nascer e dando à luz à Comunidade Re-Imagining que se estende a todos os cantos de nosso mundo!” (8)


Vozes discordantes
Nem todas as mulheres das principais denominações concordam com as radicais. Diane L. Knippers, presidente do “Institute on Religion and Democracy” (Instituto sobre Religião e Democracia), era uma das observadoras na conferência em 1998. Ela lamentou dizendo que: “Há uma tentativa de diminuir Re-Imagining como um tipo de show sem importância. Mas o movimento permanece tremendamente influente nas principais denominações como a vanguarda da teologia feminista, e como a tendência mais proeminente nos campus dos seminários hoje. A maioria das palestrantes do Reavivamento Re-Imagining são professoras nos nossos seminários ou trabalham para agências da igreja e suas idéias continuam sendo divulgadas” (9). Outra observadora na conferência de 1998, Sylvia Dooling de “Voices of Orthodox Women” (Vozes das Mulheres Ortodoxas) da PCUSA (Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América), concorda.

Ela conclui que Re-Imagining não é um movimento periférico; pelo contrário, é um movimento que cresce significativamente nas principais denominações. Re-Imagining abandonou a rica herança do Cristianismo bíblico por um relativismo e hedonismo pós-moderno. O resumo que ela faz é penetrante: “O evangelho do Re-Imagining não apresenta e não contém qualquer boa nova a ninguém, nele não há esperança. Sua mensagem é que tudo foi tão contaminado pelo sistema patriarcal que todas nós mulheres não devemos fazer outra coisa senão nos revoltarmos – e nos engajarmos numa revolução. Vá pelo mundo afora e desmantele todos os limites da fé histórica; agite as águas; espalhe a história da vitimização e da opressão. Diga a todos o quanto você foi abusada, afirme a todos o tamanho de seu ódio, e o quão solitária você se encontra. Esta é a verdade que a libertará. Conheça o seu corpo e o use de todas as formas que você decidir usá-lo – porque não há esta coisa de moralidade, não existem preceitos para uma vida santa. A filosofia dos Epicureus aqui abunda – “Coma, beba e faça sexo.” (10)

Conclusão
O movimento Re-Imagining não terá seu fim enquanto as principais denominações Norte-Americanas (especialmente a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América – PCUSA) bancarem estas conferências e promoverem seus proponentes dentro de suas agências denominacionais. Um comitê para o “Futuro do Movimento Re-Imagining” se encontrou em “Twin Cities” e anunciou a celebração do 10º aniversário da conferência que ocorreu em Junho de 2003, muitas das mesmas preletoras radicais foram convidadas. (11) Re-imaginar é como desejar o produto de sua imaginação num quadro negro. Re-imaginar a Deus e o Cristianismo é pintar a si mesmo como o centro neste quadro. Enquanto os verdadeiros crentes se enchem de justa indignação pelas pinturas blasfemas do movimento Re-Imagining, o próprio Deus nem sequer se move. De fato ele manifesta a sua indignação por cada uma destas afrontas, trazendo a estes seu justo juízo, nestes termos: “Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido (Cristo), dizendo: Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas. Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles.” (12)

Enquanto isto, os crentes devem “disciplinar com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do Diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade.” (13) Devemos estar confiantes, sabendo que “… as armas de nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas, e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo.” (14)

Autor
: Christopher Lensch

Notas
:


1 A PCUSA contribuiu com mais de US$ 66 mil dólares para a conferência de 1993 e impôs uma taxa per capita para quem se inscreveu para a conferência de 1998.
2 Editorial por Harold S. Martin, “Paganismos na Conferência Re-Imangining em Minneapolis (1993), na revista Brethren Revival Fellowship Witness 29:3 (May/June 1994). 
3 Ibid.
4 Citado no Jornal Presbyterian Layman (Jan/Feb 1994) 10.
5 http://www.layman.org/layman/news/reimagining-revival.htm.
6 Citado no Jornal Presbyterian Layman (Jan/Feb 1994) 10-11.
10 Ibid.
11 O website de Re-Imagninig é www.reimagining.org.
12 Salmo 2:1-4.
13 2 Tim 2:25-26.
14 2 Cor 10:4-5. 

May 4, 2010

Um pastor transexual? O declínio de uma igreja


Erin Swenson abriu novos caminhos dentro dos grupos da fé cristã protestante predominante em 22 de outubro de 1996, quando o Presbitério da Grande Atlanta, numa votação de 186 para 161, manteve sua ordenação como pastor presbiteriano. Erin fizera transição de masculino para feminino em 1995/96, após 23 anos de ministério ordenado e, com a votação do Presbitério, em 1996 ele se tornou o primeiro ministro de grupo predominante a fazer uma transição de gênero permanecendo no cargo ordenado.

Erin nasceu Eric Karl Swenson em Buffalo, Nova York, em 1947. Ele se mudou para Atlanta, Georgia com sua família em 1957, freqüentando o colégio Sandy Springs, antes de entrar no Instituto de Tecnologia da Georgia em 1965. Conheceu sua esposa em 1967, e entrou Seminário Teológico de Columbia da Presbyterian Church USA (Igreja Presbiteriana dos EUA), em 1970, apenas quatro meses após o nascimento de sua primeira filha. Depois de se graduar com honra pela Columbia em 1973 e terminar um estágio clínico, Erin se tornou ministro de educação na 1ª Igreja Presbiteriana de Dalton, Georgia. Após o parto difícil de sua segunda filha, em 1976, que a deixou com graves deficiências, a família se mudou de volta para Atlanta, onde Erin concluiu uma pós-graduação em Aconselhamento Pastoral enquanto trabalhava como capelão da cínica do Centro Geórgia para Retardamento.

Erin se juntou à equipe de Psiquiatria Clínica e Centro para o Crescimento Pessoal de Atlanta em 1981 como psicoterapeuta clínico pastoral depois de concluir seu mestrado em Aconselhamento Pastoral no Seminário Teológico de Columbia. Em 1984, tornou-se Diretor do Centro de Cuidado Pastoral, um ministério conjunto da Igreja Presbiteriana de Peachtree e da Catedral Episcopal de São Filipe, em Atlanta. Erin foi co-fundador, com Karen Faulk, do Centro de Psicoterapia Brookwood em 1987, onde continuou clinicando até a sua transição de gênero em 1995. Em 1995, Erin foi ganhou o prêmio de Reconhecimento de Serviços ao Estado da Associação para o Casamento e Terapia Familiar da Geórgia por sua contribuição no avanço da legislação de licenciamento profissional da Geórgia. Ele também co-fundou e liderou por dez anos o Curso Pré-nupcial, um ministério da Diocese Episcopal de Atlanta, durante os quais cerca de 1.000 casais foram atendidos em preparação para a vida conjunta.

Ao estudar para seu doutorado, ele foi listado no Quem é Quem das Faculdades e Universidades da América, e completou seu Doutoramento em Serviços Psicológicos na Universidade de Columbia do Pacífico em 1989. A transição de gênero de Erin foi um período de turbulência pessoal para ele. Seu casamento terminou em 1995, na mesma época que o desafio na igreja estava começando. O seu atendimento clínico teve uma queda acentuada por causa da publicidade local de sua transição de gênero, e até ao final de 1996, ele conseguira tudo, mas estava desempregado. Ele começou a reconstrução lenta de seu aconselhamento especializando-se em questões de gênero e identidade de gênero para indivíduos e casais.

Em 1999, Erin foi co-fundador, com Raja Qasim, da Associação Sulina de Educação de Gênero (SAGE), uma agência educacional interreligiosa dedicada à prover educação de gênero para colégios, universidades, grupos médicos e organizações religiosas. Através da SAGE Erin tem apresentado seu programa por todo o país desde 1999, em formato grande ou pequeno, de Massachusetts até São Francisco. Em 1991, foi eleito para o Conselho da More Light Presbyterians, uma organização dedicada à inclusão plena das pessoas LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) na vida e no ministério da Presbyterian Church USA (Igreja Presbiteriana dos EUA).

Erin continua a manter um relacionamento cordial com o sua ex-esposa e suas duas filhas, assim como sua família. Em 2003, Erin se tornou o presidente da Comissão dos Ministérios da Saúde do Presbitério da Grande Atlanta. De acordo com Erin, "Meu ministério é trazer plena compreensão e compaixão, não apenas para as pessoas que são de gênero diferente, mas para todos que vivem em uma cultura onde rígidos papéis de gênero impõem expectativas insalubres e irreais para uma vida abundante."

(Esta declaração biográfica foi fornecida pelo próprio Erin Swenson)

April 26, 2010

Tambores e Bota de Python: Afro-Pentecostalismo?

Alguns antropólogos têm classificado as igrejas Neopentecostais como "Afro-Pentecostais" dada a semelhança de muitos de seus ritos. É o que faz Vagner Gonçalves da Silva, professor do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Em um artigo publicado na Revista USP, n. 67, setembro/novembro de 2005, p. 150-175, intitulado "Concepções religiosas afro-brasileiras e neopentecostais: uma análise simbólica" Vagner traça paralelos entre os cultos afro-brasileiros e o neopentecostalismo. Veja o quadro abaixo:


Observe que o Neopentecostalismo se esquece da suficiência das Escrituras para a vida do crente e incorpora termos próprios dos cultos afro-brasileiros em seu vocabulário, como Exu, Pombagira, Encosto, etc. Prova disso está no vídeo abaixo:



Note que há um desprezo para o que está revelado na Bíblia e uma valorização para o que chamam de "profecia". A questão é: onde nas Escrituras encontramos Exus, quanto mais "boiadeiros"? Em cima de sonhos e supostas profecias constroem-se idéias totalmente anti-bíblicas. No vídeo a pastora diz que Deus lhe revelou a vontade de comprar uma bota de cobra python depois uma bota de cowboy. Onde nas Escrituras Deus nos ordena que tipo de calçado devemos usar? Os discípulos de Cristo calçaram sandálias, próprias da época (Mc 6.9); tinham eles menos poder do que alguém que usa uma bota de python?

Voltando ao "afro-pentecostalismo", o antropólogo Vagner Silva chama a atenção para a quantidade de elementos que o neopentecostalismo importou dos cultos afro-brasileiros, a saber: sabão abençoado, rosa ungida, chás de sete dias, galhos de arruda, sal grosso, etc. Em algumas destas cerimônias, há tanta ênfase nos objetos "abençoados" que o nome de Jesus sequer é mencionado. Veja abaixo três exemplos:



Nenhuma menção ao sangue de Jesus que nos purifica de todo o pecado (1Jo 1.7). O método bíblico para real purificação está no lavar regenerador do sangue do Cordeiro, Jesus Cristo, por meio da fé expressando nosso arrependimento. "Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro." (1Jo 2.5ss)



Depois de séculos criticando o absurdo da água benta, usada pela Igreja Católica Apóstolica Romana, eis que o neopentecostalismo cai no mesmo erro. Essa é a conseqüência de se andar longe da Bíblia.



Neste vídeo a palavra "tambores" é usada 21 vezes e Cristo uma só vez. Onde está a ênfase? Que tipo de Evangelho é este que lança sobre objetos poder em detrimento do poder de Jesus Cristo? Concluo com as palavras do profeta (verdadeiro) Oséias: "O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos." Os 4:6

April 22, 2010

A PCUSA e sua defesa do Aborto



O texto abaixo foi retirado do site da Presbyterian Church (USA) (http://www.pcusa.org/101/101-abortion.htm). As partes grifadas em vermelho serão comentadas logo abaixo do texto.

"Os presbiterianos têm lutado com a questão do aborto por mais de 30 anos, começando em 1970 quando a Assembléia Geral, a corte máxima da Igreja Presbiteriana (PCUSA) declarou que “a interrupção artificial ou induzida da gravidez é uma questão para uma decisão ética cuidadosa do paciente... e, portanto não deveria ser restringida pela lei...”(1) Nos anos seguintes a esta ação, a Assembléia Geral adotou uma política e tomou posições quanto ao assunto do aborto. 

Em 2006 a 217ª Assembléia Geral aprovou declaração que clarifica a posição da Igreja Presbiteriana (PCUSA) sobre gravidez problemática:

“Quando uma mulher individual encara a decisão sobre interromper a gravidez, a questão é intensamente pessoal, podendo ser manifesta de formas que não reflitam a retórica pública, ou que não se encaixem ordenadamente em diretrizes médicas, legais ou de regulamentações. Seres humanos são fortalecidos em oração pelo Espírito para fazerem escolhas morais significativas, incluindo a escolha sobre continuar ou terminar uma gravidez. As escolhas humanas não devem ser feitas num vácuo moral, mas devem ser baseadas nas Escrituras, na fé e na ética Cristã. Para qualquer decisão, somos responsáveis perante Deus, entretanto, mesmo quando erramos, Deus nos oferece seu perdão.” (2)

A 217ª Assembléia Geral (2006) reiterou o papel da igreja quanto a vidas de famílias e de indivíduos quando enfrentam questões de gestações problemáticas:

“A Igreja tem a responsabilidade de prover testemunho público e de oferecer orientação, aconselhamento e suporte aos que fazem ou interpretam leis e regulamentações públicas sobre aborto e gestações problemáticas. Os pastores têm o dever de aconselhar e orar pelos que enfrentam decisões difíceis sobre gestações problemáticas. Congregações têm o dever de orar por e dar suporte aos que enfrentam tais decisões, de dar suporte para mulheres e família para ajudar a tornar gestações indesejadas mais difíceis de ocorrer, e de prover suporte prático para todos que enfrentam o nascimento de uma criança com anomalias médicas, nascimento após estupro ou incesto, ou aqueles que enfrentam estresses de saúde, econômico ou qualquer outro tipo.” (3)

“A igreja também afirma o valor das crianças e a importância de orientar, proteger e advogar seu bem-estar. A igreja, portanto, aprecia o desafio que cada mulher e família enfrentam quando questões de bem-estar pessoal surgem nos estágios tardios de uma gravidez.”(4)

“Na vida e na morte pertencemos a Deus. A vida é um dom de Deus. Podemos não saber exatamente quando a vida humana começa, e ter um entendimento imperfeito de Deus como doador da vida e de nossa própria existência humana, mas ainda assim reconhecemos que a vida é preciosa a Deus e devemos protegê-la e preservá-la. Derivamos nosso entendimento de vida humana das Escrituras e da tradição reformada à luz da ciência, experiência humana, e razão guiada pelo Espírito Santo. Porque criados à imagem de Deus, os seres humanos são agentes morais, dotados pelo criador com a capacidade para fazer escolhas. Nossa tradição reformada reconhece que nem sempre as pessoas fazem escolhas morais, e o perdão é central para nossa fé. Na nossa tradição reformada, nós afirmamos que somente Deus é Senhor sobre a consciência – não o estado e nem a igreja. Como uma comunidade, a igreja desafia o fiel a exercitar sua responsabilidade como agente moral.” (5)

A respeito dos problemas que surgem em gestações em estágio adiantado, a 217ª Assembléia Geral (2006) adotou a seguinte posição:

“Nós afirmamos que as vidas dos bebês não nascidos viáveis – aqueles com desenvolvimento suficiente para sobreviver fora do útero se nascidos – devem ser preservadas e cuidadas, não abortadas. Em casos onde problemas quanto à vida e saúde da mãe surgem durante a gravidez, a igreja apóia esforços para proteger a vida e a saúde tanto da mãe quanto do bebê. Quando gestações devem ser interrompidas no final do período, incentivamos que levem ao nascimento do bebê com vida. Contamos com nossas igrejas para prover apoio pastoral e tangível para mulheres com gestações problemáticas e para cercar tais famílias com uma comunidade de cuidado. Afirmamos a adoção como uma provisão para mulheres que têm crianças das quais não podem cuidar, e pedimos a nossas igrejas que ajudem em buscar famílias cristas amorosas dispostas a adotar.”(6)

“Esta Assembléia Geral afirma esta declaração como sendo uma resposta cristã aos problemas que aparecem na gestação em estágio adiantado. Entendemos que este é consistente com a atual decisão da Assembléia Geral sobre Gestação Problemática e Aborto (1992), e substitui as declarações da Assembléia Geral de 2002 e 2003 sobre o aborto e a fase final da gravidez.” (7).

A 204ª Assembléia Geral (1992) adotou a mais compreensiva declaração sobre gravidez e aborto. O “Relatório do Comitê Especial sobre Gestação Problemática” tratou miríade de questões a fim de ajudar a guiar indivíduos e famílias que enfrentam gestações problemáticas e aborto. A seguir alguns trechos da determinação de 1992:

“Existe tanto acordo quanto desacordo sobre a questão básica do aborto. O Comitê [sobre Gestação Problemática e Aborto] concorda que não existem textos bíblicos que tratem expressamente sobre o tópico do aborto, mas que em sua totalidade as Escrituras Sagradas estão repletas de mensagens que advogam respeito pela mulher e criança antes e depois do nascimento. Portanto, a Igreja Presbiteriana (PCUSA) encoraja uma atmosfera de debate aberto e respeito mútuo para com a variedade de opiniões a respeito de questões relacionadas a problemas de gravidez e aborto.” (8)

ÁREAS DE ACORDO SUBSTANCIAL SOBRE A QUESTÃO DO ABORTO
A igreja deveria ser capaz de manter dentro de sua comunhão aqueles que, baseados no estudo das Escrituras e decisões consideradas em oração, chegarem a conclusões e ações diversas.

Gestações problemáticas são resultado de, e influenciadas por, diversas circunstâncias complicadas e insolúveis, de forma que nós não temos nem a sabedoria nem a autoridade para dirigir ou decidir cada situação.

Nós afirmamos a habilidade e a responsabilidade das mulheres, guiadas pelas Escrituras e pelo Espírito Santo, no contexto de suas comunidades de fé, em fazerem boas escolhas morais a respeito de gestações problemáticas.

Chamamos todos os Presbiterianos a trabalharem em prol de um decréscimo no número de gestações problemáticas, conseqüentemente diminuindo o número de abortos.

A decisão pensada de uma mulher em terminar uma gravidez pode ser moralmente aceitável, embora certamente não seja a única ou a exigida decisão. Possíveis situações que justifiquem incluiriam indicações médicas de severa deformidade física ou mental, concepção como resultado de estupro ou incesto, ou condições sob as quais a saúde física ou mental da mulher ou da criança estejam gravemente ameaçadas.

Incomodamo-nos com abortos que parecem ser feitos apenas por conveniência ou para aliviar a vergonha. Afirmamos que o aborto não deve ser usado como método de controle pré-natal.

Aborto não é moralmente aceitável apenas para escolha de gênero do bebê ou para obter partes do feto para transplante.

Nós rejeitamos o uso de violência e/ou linguagem abusiva em protesto ou apoio ao aborto.

A forte posição cristã é de que uma vez que toda vida é preciosa para Deus, devemos preservá-la e protegê-la. O aborto deve ser uma opção de última instância…


A comunidade cristã deve se preocupar e tratar as circunstâncias que levam uma mulher a considerar o aborto como a melhor opção disponível. Pobreza, realidades sociais injustas, sexismo, racismo e relações de amparo inadequadas podem levar uma mulher a ficar virtualmente incapaz de escolher livremente.”(9)
__________
O trecho acima e as áreas de acordo substancial sobre a questão do aborto têm sido a pedra fundamental para a atmosfera de livre debate e respeito mútuo para uma variedade de opiniões ao longo dos últimos 30 anos.

1.) Minutas da 182ª Assembléia Geral (1970), United Presbyterian Church in the U.S.A., p. 891
2.) Minutas da 217ª Assembléia Geral (2006), Presbyterian Church (U.S.A.), p. 905
3.) Minutas da 217ª Assembléia Geral (2006), Presbyterian Church (U.S.A.), p. 905
4.) Minutas da 217ª Assembléia Geral (2006), Presbyterian Church (U.S.A.), p. 905
5.) Minutas da 217ª Assembléia Geral (2006), Presbyterian Church (U.S.A.), p. 905
6.) Minutas da 217ª Assembléia Geral (2006), Presbyterian Church (U.S.A.), p. 905
7.) Minutas da 217ª Assembléia Geral (2006), Presbyterian Church (U.S.A.), p. 905
8.) Minutas da 204ª Assembléia Geral (1992), Presbyterian Church (U.S.A.), p. 367-368, 372-374
9.) Minutas da 204ª Assembléia Geral (1992), Presbyterian Church (U.S.A.), p. 367-368, 372-374"
_______________

As posições acima mostram que a PCUSA é totalmente "Pro-Choice" (Pró-Escolha), isto é, deixa a cargo da consciência da mulher a decisão de abortar ou não. Esta posição é bem diferente da adotada pela Igreja Presbiteriana do Brasil, a saber, "Por sua doutrina, regra de fé e prática, a Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a legalização do aborto, com exceção do aborto terapêutico, quando não houver outro meio de salvar a vida da gestante."

A PCUSA é membro do antigo "Religious Coalition for Abortion Rights - RCAR" (Coalisão Religiosa para os Direitos do Aborto) hoje chamado "Religious Coalition for Reproductive Choice - RCRC" (Coalisão Religiosa para a Escolha Reprodutiva), entidade pró-aborto, como pode ser verificado no site do RCRC - http://www.rcrc.org/about/members.cfm



April 20, 2010

Igrejas fiéis dizem: "Basta!"



Um grupo de cerca de 200 igrejas presbiterianas da PCUSA decidiu dizer "Basta!". Saíram da denominação, mesmo com o risco de perder todas as propriedades, visto terem chegado ao limite. Veja abaixo o que eles dizem de si mesmos:

"Bem-vindo à Associação de Igrejas Odres Novos (New Winwskins Association of Churches).

Nós somos um grupo de aproximadamente 200 Igrejas Presbiterianas espalhadas pela América (PCUSA) que crêem que temos recebido uma visão e aceitado o chamado para fazer diferença.

O que temos visto é um movimento do Espírito de Deus pelo mundo, o qual transcende linhas denominacionais e tem trazido milhões ao encontro de Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador pela primeira vez. Vinho novo de uma nova fé em Cristo está sendo vertido do céu.

Nós queremos ser parte do que Deus está fazendo. Mas aqui em casa, uma linha de denominações se opõe com confusão teológica, compromisso ético e declínio numérico.

Nós estamos almejando uma igreja, portanto, que é teologicamente esclarecida e apaixonada porque é baseada em doutrinas essenciais compartilhadas com a ortodoxia histórica.

Nós almejamos uma igreja que está transbordando com compaixão porque nós estamos esclarecidos sobre a ética bíblica que nós compartilhamos.

Nós almejamos uma igreja que é missiologicamente dirigida. Nosso foco é ultrapassar, na semeadura do evangelho no mundo, e atuar além dos nossos muros.

Nós almejamos uma igreja reformada em seu sistema de governo a fim de servir, não impedir, nossa missão, a fim de aprofundar a confiança e a responsabilidade.


Fonte: http://www.newwineskinsassociation.com/about_us.html

April 12, 2010

Pastores Transexuais Presbiterianos



O título é chocante, mas graças a Deus não se refere à Igreja Presbiteriana do Brasil. Tratam-se de acontecimentos ligados à PCUSA, a maior denominação Presbiteriana dos EUA. Há tempos esta denominação tem se desviado dos caminhos da Escritura e se conformado com o mundo. Muito embora haja ali, ainda, alguns crentes fiéis tentando fazer resistência contra as heresias da denominação (http://www.layman.org) esta igreja tem andado a passos largos para a perdição. Veja abaixo alguns vídeos que comprovam isto:

Pb. "Sara" Herwig. Steve Herwig passou a perseguir o ministério em 2001, 7 anos depois de trocar o "Steve" por "Sara", através de uma cirurgia de mudança de sexo. Depois desta mudança, divorciou-se de sua esposa Billie Preston com quem teve uma filha. Em Setembro de 2002 ele foi aceito como candidato ao Ministério pela Primeira Igreja Presbiteriana de Waltham, Massachusetts.




Rev. "Erin" Swenson. Eric Karl Swenson mudou seu nome para Erin Katrina Swenson. Já era pastor quando decidiu parar de lutar contra o pecado. Em 1994 passou a tomar hormônios femininos e pediu à denominação o reconhecimento de sua nova identidade. Erin Swenson é pastora da PCUSA, atuante no presbitério Norte de Atlanta.





Embora a Assembléia Geral da Igreja não tenha aprovado a ordenação de homossexuais, parece que trata-se apenas de uma questão de tempo, pois vários concílios já têm aprovado o casamento gay em suas igrejas. Veja abaixo reportagem envolvendo o Presbitério de Baltimore, em Maryland.





No vídeo abaixo, veja o coral gay Chicago Gay Men's Chorus se apresentando na Igreja Presbiteriana de Lake View, em 2008.



Por fim, veja o movimento gay da PCUSA chamado More Light Presbyterians na Capital Pride Parade 2009, parada gay norte-americana.




April 8, 2010

A Turma da Mônica e Caio, o personagem Gay




O título deste post quase foi "Adeus à inocência". A 6ª edição da revista "Tina", da Turma da Mônica, grupo de personagens de história em quadrinhos criado por Maurício de Sousa em 1959, mostra ao público seu primeiro personagem gay. Na história, Caio é o melhor amigo de Tina e deixa a todos surpresos quando se diz comprometido apontando para outro rapaz, com camiseta quase igual a sua. Na história, o homossexualismo não é declarado explicitamente, mas fica no ar. É lamentável que as histórias, no passado tão inocentes e que fizeram a alegria de uma geração de crianças, agora passem por esta transformação, refletindo o comportamento pecaminoso da sociedade e expondo precocemente o tema às nossas crianças. Veja um trecho maior da história:




Além desta abertura ao homossexualismo, nota-se também a presença de sensualidade nas histórias infantis. Veja abaixo um trecho também da personagem Tina:




Vivemos em dias difíceis. Pais e educadores cristãos devem atentar para a corrupção de nossa época e criar as crianças na "disciplina e na admoestação do Senhor" (Ef 6.4). Como escreveu o apóstolo Paulo, "as más conversações corrompem os bons costumes." (1Co 15.33). Eduquemos os pequeninos nos caminhos do Senhor, pois, só assim, eles poderão ficar seguros da péssima influência de nossa sociedade. E não nos esqueçamos: Pais de joelhos, filhos em pé!

February 25, 2010

Debate sobre o PL 122 que trata sobre o homossexualismo






O Plano de Deus para a Agenda Gay - John MacArthur


Se você tem visto os títulos de manchetes de jornais nos últimos anos, talvez tenha observado o incrível aumento do interesse por afirmar a homossexualidade. Quer esteja no âmago de um escândalo religioso, de corrupção política, de legislação radical e da redefinição do casamento, o interesse homossexual tem caracterizado a América. Isso é uma indicação do sucesso da agenda gay. Mas, infelizmente, quando as pessoas se recusam a reconhecer a pecaminosidade do homossexualismo — chamando o mal bem e o bem, mal (Is 5.20), elas o fazem em prejuízo de muitas almas e, talvez, de si mesmas.

Como você deve reagir ao sucesso da agenda gay? Deve aceitar a tendência recente em direção à tolerância? Ou ficar ao lado daqueles que excluem os homossexuais e condenam com veemência o pecado? A Bíblia nos exorta a um equilíbrio entre o que as pessoas consideram duas reações opostas — condenação e compaixão. De fato, essas duas atitudes juntas são elementos essenciais do amor bíblico, do qual os homossexuais necessitam desesperadamente. Os defensores do homossexualismo têm sido notavelmente eficazes em promover suas interpretações distorcidas de passagens da Bíblia. Quando você pergunta a um homossexual o que a Bíblia diz a respeito da homossexualidade — e muitos deles o sabem — percebe que eles absorveram um interpretação que não é somente distorcida, mas também completamente irracional. Os argumentos a favor dos homossexuais extraídos da Bíblia são nuvens de fumaça — à medida que nos aproximamos deles, vemos com clareza o que está por trás.

Deus condena a homossexualidade, e isto é muito evidente. Ele se opõe à homossexualidade em todas as épocas. Na época dos patriarcas (Gn 19.1-28) Na época da Lei de Moisés (Lv 18.22; 20.13) Na época dos Profetas (Ez 16.46-50) Na época do Novo Testamento (Rm 1.18-27; 1 Co 6.9-10; Jd 70-8) Por que Deus condena a homossexualidade? Porque ela transtorna o plano fundamental de Deus para as relações humanas — um plano que retrata o relacionamento entre um homem e uma mulher (Gn 2.18-25; Mt 19.4-6; Ef 5.22-33). Então, por que as interpretações homossexuais das Escrituras têm sido tão bem-sucedidas em persuadir inúmeras pessoas? A resposta é simples: as pessoas se deixam convencer. Visto que a Bíblia é tão clara a respeito deste assunto, os pecadores têm resistido à razão e aceitado o erro, a fim de acalmarem a consciência que os acusa (Rm 2.14-16). Conforme disse Jesus: “Os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” (Jo 3.19-20). Se você é um crente, não deve comprometer o que a Bíblia diz a respeito da homossexualidade — jamais.

Não importa o quanto você deseja ser compassivo para os homossexuais, o seu primeiro amor é ao Senhor e à exaltação da justiça dEle. Os homossexuais se mantêm em rebeldia desafiante contra a vontade de seu Criador, que, desde o princípio, “os fez homem e mulher” (Mt 19.4). Não se deixe intimidar pelos defensores do homossexualismo e por sua argumentação fútil — os argumentos deles não têm conteúdo. Os homossexuais e os que defendem esse pecado estão comprometidos fundamentalmente em transtornar a soberania de Cristo neste mundo. Mas a rebelião deles é inútil, visto que o Espírito Santo afirma: “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Co 6.9-10; cf. Gl 5.19-21). Então, qual a resposta de Deus à agenda homossexual? O julgamento certo e final. Afirmar qualquer outra coisa, além disso, é adulterar a verdade de Deus e enganar aqueles que estão em perigo. Quando você interage com homossexuais e seus simpatizantes, tem de afirmar a condenação bíblica.

Você não está procurando lançar condenação sobre os homossexuais, está tentando trazer convicção, de modo que eles se convertam do pecado e recebam a esperança da salvação para todos nós, pecadores. E isso acontece por meio da fé no Senhor Jesus Cristo. Os homossexuais precisam de salvação. Não precisam de cura — o homossexualismo não é uma doença. Eles não carecem de terapia — o homossexualismo não é uma condição psicológica. Os homossexuais precisam de perdão, porque a homossexualidade é um pecado.
Não sei como aconteceu, mas algumas décadas atrás alguém rotulou os homossexuais com o incorreto vocábulo “gay”. Gay, no inglês, significava uma pessoa feliz, mas posso assegurar-lhe: os homossexuais não são pessoas felizes. Eles procuram felicidade seguindo prazeres destrutivos. Esta é a razão por que Romanos 1.26 chama o desejo homossexual de “paixão infame”. É uma concupiscência que destrói o corpo, corrompe os relacionamentos e traz sofrimento perpétuo à alma — e o seu fim é a morte (Rm 7.5). Os homossexuais estão experimentando o juízo de Deus (Rm 1.24, 26, 28) e, por isso, são infelizes — muito, muito infelizes. 1 Coríntios 6 é bem claro a respeito das conseqüências eternas que sobrevirão àqueles que praticam a homossexualidade — mas existem boas-novas. Não importa o tipo de pecado, quer seja homossexualidade, quer seja outra prática, Deus oferece perdão, salvação e esperança da vida eterna àqueles que se arrependem e aceitam o evangelho. Depois de identificar os homossexuais como pessoas que não “herdarão o reino de Deus”, Paulo disse: “Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Co 6.11). O plano de Deus para muitos homossexuais é a salvação. Nos dias de Paulo, havia ex-homossexuais na igreja de Corinto, assim como, em nossos dias, existem muitos ex-homossexuais em minha igreja e em igrejas fiéis ao redor do mundo. Eles ainda lutam contra a tentação homossexual? Com certeza. Que crente não luta contra os pecados de sua vida anterior? Até o grande apóstolo Paulo reconheceu essa luta (Rm 7.14- 25). No entanto, ex-homossexuais assentam-se nos bancos de igrejas bíblicas em todo o mundo e louvam o Senhor, ao lado de ex-fornicadores, ex-idólatras, ex-adúlteros, ex-ladrões, ex-avarentos, ex-beberrões, ex-injuriadores e ex-defraudadores. Lembrem-se: alguns de vocês eram assim.

Qual deve ser a nossa resposta à agenda homossexual? Oferecer-lhe uma resposta bíblica — confrontá-la com a verdade das Escrituras, que condena a homossexualidade e promete castigo eterno para todos os que a praticam. Qual deve ser a nossa resposta ao homossexual? Oferecerlhe uma resposta bíblica — confrontá-lo com a verdade das Escrituras, que o condena como pecador e lhe mostra a esperança da salvação, por meio do arrependimento e da fé em Jesus Cristo. Permaneçam fiéis ao Senhor, quando reagirem à homossexualidade, honrando a Palavra de Deus e deixando com Ele os resultados.

Fonte: www.gty.org

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