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April 8, 2013

Daniela Mercury, obrigado...


Na semana passada a cantora Daniela Mercury atraiu a atenção da imprensa, que é, digamos, bem simpática ao homossexualismo, ao publicar fotos de seu namoro com uma mulher. O que achei muito interessante (e por isso meu agradecimento no título do post) foi que Daniela, sem querer, mostrou que homossexualismo não é predeterminação genética, mas opção de comportamento. Explico melhor: Daniela casou-se aos 19 anos de idade com um homem e, com ele, teve dois filhos. Ficou casada com este homem durante 12 anos. Tempos depois, casou-se com outro homem, nove anos mais novo que ela, com quem ficou casada por 3 anos.

A questão é: Se Daniela Mercury nasceu homossexual, por que insistiu tanto na heterossexualidade, vivendo durante 15 anos com homens? Teria ela agido contra a própria natureza, violentando seus desejos homossexuais e submetendo-se a uma união infeliz? Certamente não.

Quando olhamos para o homossexualismo do ponto de vista bíblico entendemos melhor o que acontece. Homossexualismo é prática pecaminosa. E para aderir a uma prática pecaminosa, não é necessário ter propensão genética. Basta ter propensão ao pecado. E isso todo o ser humano tem! De modo que é completamente possível a um heterossexual ter práticas homossexuais e, a um homossexual ter práticas heterossexuais. A natureza caída potencializa o ser humano à prática pecaminosa sexual. Daniela Mercury é um exemplo claro disso.

O anúncio de Daniela coincide com o lançamento do livro do psiquiatra Flávio Gikovate "Sexualidade Sem Fronteiras". Gikovate não é cristão e não advoga os padrões morais bíblicos, todavia, o bom senso o leva a algumas perspectivas. Ele diz em uma entrevista que, no futuro, "as pessoas não precisarão mais se definir como portadoras de uma orientação sexual definitiva, que nunca muda ao longo da vida. A derrubada do muro permite aos habitantes de um lado migrar para o outro - e vice-versa - quantas vezes isso lhes parecer razoável e adequado".

É claro que a perspectiva deste psiquiatra é totalmente pecaminosa, mas concorda com ponto que estamos defendendo: Homossexualismo é escolha. Aliás, do ponto de vista bíblico, é mais que escolha. É condenação, por consequência do afastamento de Deus. Em Romanos 1.26,27 nós lemos: "Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro." Pessoas distantes de Deus terão propensão maior a uma vida pecaminosa, tanto na área sexual quanto em qualquer outra.

Mas, e aqueles indivíduos que nascem com certa propensão ao homossexualismo? Meninos com preferências mais femininas e meninas com jeito masculinizado? A resposta é que propensão ao pecado, todos nós temos. O fato de um garoto nascer com uma propensão maior à mentira, não o justifica para ser um mentiroso. Uma garota que nasça com propensão maior à violência, não a torna, automaticamente, uma assassina. A natureza caída nos tornará propensos a determinados pecados, mas nem por isso devemos nos render a eles. A comunhão com Deus nos liberta destas propensões e nos dá uma vida de castidade e santificação. Neste sentido, veja abaixo alguns versículos libertadores:

"Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça." Romanos 6.12-14

"Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça. Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Assim como oferecestes os vossos membros para a escravidão da impureza e da maldade para a maldade, assim oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação." Romanos 6.17-19

"Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória. Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]. Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas. Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou..." Colossenses 3.1-11

"Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia como os gentios que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação. Dessarte, quem rejeita estas coisas não rejeita o homem, e sim a Deus, que também vos dá o seu Espírito Santo." 1 Tessalonicenses 4.3-8

"Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus." 1 Coríntios 6.9-11

"Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo." 1 Coríntios 6.18-20

"Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro." 1 João 2.1,2

March 26, 2013

Fé e Física Quântica




Caros amigos,

Vocês já comeram purê de batata com sabor de frango assado? Imagino que sim, especialmente se foi regado com o caldo de um frango assado. Até aí nada demais. Mas já encontrei quem me dissesse que ouviu falar de um purê de batata feito só com frango e que ficava com o aspecto de batata amassada e mantinha o gosto de frango assado. Recebi a explicação que o frango tinha sido criado só à base de batata, por isso sua carne podia se transformar em purê. Se havia visto e comido do purê, respondeu-me que não, mas que era verdade, porque alguém lera em algum lugar. Guardei a informação, mesmo sabendo ser altamente improvável tal mistura, e calei-me por respeito à tenra idade do interlocutor. Quando muito jovem também já defendi idéias ainda mais disparatadas.
De certa forma este episódio faz-me voltar para a área na qual trabalho e refletir sobre as mistura impossíveis que muitas pessoas afirmam sem qualquer conhecimento de causa. Ensino e pesquiso uma área da físico-química que, por força de seus postulados, me obriga a ver a realidade de forma mais fluída e elástica, com várias camadas e nuances, e até por vezes teorizações de mundos dentro de mundos (reflito com uma pitada de sarcasmo se não há mundos onde frangos tenham a textura de purês de batata).
Refiro-me naturalmente à mecânica quântica, que devido às suas peculiaridades, postula um conceito de realidade que escapa ao senso comum. Neste estranho e admirável mundo novo pequenos corpos podem estar em dois lugares ao mesmo tempo, transpor paredes intransponíveis, trocar informações instantaneamente, ir de um ponto a outro sem passar por um meio termo, apresentar mais de uma natureza fundamental e até exibir todas as muitas possibilidades, simultaneamente, de um mesmo fenômeno. Estados que fogem à noção clássica do que é real, do que é físico, do que temos por senso comum.
Por ser um campo fértil em bizarrices físicas, a quântica foi alçada ao patamar de ciência esotérica e utilizada indiscriminadamente por quem quer que queira uma explicação dita sofisticada para qualquer área do conhecimento. Os princípios são usados liberalmente por vários grupos profissionais, sem nenhum pejo pela falta de fidelidade aos conceitos e pesquisas acumulados em pouco mais de cem anos de pesquisa. Há livros sobre a empresa quântica, o chefe quântico, a inteligência quântica, filosofia quântica, o poder quântico da fé, quântica na cama, práticas quânticas espirituais, carma e quântica, ressonâncias quânticas com suas vidas passadas e até lições sobre Jesus e a física quântica, inclusive o porquê do mandamento cristão sobre o perdão ter bases na mecânica quântica (?!). Uma viagem só! e pura perda de tempo e enganação. Se pudesse dar um rótulo a essas bobagens diria que é esoterismo supersticioso e auto-ajuda rasteira, apresentada em embalagem sofisticada com o uso de termos fora do contexto. Tenho minhas razões para assim o afirmar.
Certa vez, convidado a participar de um grupo sério de pesquisa interdisciplinar (pelo menos assim achava) sobre teologia, filosofia e ciências, credenciado pela CAPES, ouvi estupefato a defesa da tese esdrúxula acerca das propriedades milagrosas dos florais devido às frequências quânticas das flores colhidas em determinada época do ano. Fui obrigado a ouvir uma aprendiz de pseudociência dissertar sobre a farmácia quântica de seu marido, frequências quânticas e sua relação com fé e ciência. Uma bobagem só. Para completar ainda me indagaram acerca destas mesmas frequências na cura do câncer, e como elas se processam nos remédios à base de produtos naturais. Tive de explicar o que era mecânica quântica e o quanto os conceitos ali propalados estavam distantes daqueles oriundos da ciência, mostrei que beiravam a crendices medievais e conversa de mesa de bar em fim de noite. Naturalmente que nunca mais voltei ao referido grupo, tanto por completa falta de vontade como da mais pura falta de convite. Ironicamente quase uma complementaridade quântica.
Em outra ocasião, dando uma palestra sobre fé e ciência, em uma igreja, e tocando de leve nesta questão, alguém me interrompeu com a acusação que eu nada sabia de quântica, termodinâmica e relatividade, passando a discorrer por quase vinte minutos (de minha palestra) sobre seu entendimento “iluminado” acerca destas áreas da física e a relação com sua fé pessoal. Perguntei-lhe, um tanto irritado, ao fim de sua interrupção, qual era sua formação, o qual me respondeu com certa dose de arrogância: sou um autodidata, não tenho formação universitária, mas minha fé me faz ver além, sua visão por outro lado é do diabo! Fui obrigado, qual insensato, a mostrar minhas credenciais e impor minha formação, com mestrado e doutorado na área, bem como minha visão cristã reformada da fé. Conclui que suas percepções acerca de vários conceitos de física continham erros crassos de interpretação e que não eram aceitáveis e, juntamente com sua interpretação rasa das Escrituras, beiravam a panfletagem ideológica pseudocientífica. Alguns da platéia o defenderam com a obscura idéia que ninguém sabia tudo de física e só porque eu tinha um doutorado na área não implicava que sabia mais que o irmão autodidata, cujas idéias eram tão válidas quanto as minhas - um franco retrato do pós-modernismo de nossa geração, onde tudo é válido e só depende da maneira como contamos a história, segundo nossa percepção pessoal. Defendi ferozmente que nesta área de atuação a formação fazia completa diferença, devido a complexidade dos conceitos envolvidos e a facilidade com que somos enganados pela familiaridade com que os termos são disseminados na mídia. O resto da palestra foi tenso e penoso. Naturalmente também nunca mais fui convidado.
Por outro lado, em outra ocasião palestrando na Universidade Federal do Rio Grande do Sul para uma grande platéia científica acerca do entendimento filosófico entre Fé e Ciência, fui interrompido por um irritado pesquisador que afirmou que a Bíblia estava completamente errada e que a fé era uma bobagem – o estranho que a palestra sequer tocava sobre o tópico Bíblia, Deus ou Cristianismo. Perguntei-lhe pacientemente quantas vezes tinha lido a Bíblia e se poderia me indicar um dos erros que certamente havia encontrado. Respondeu-me que nunca havia lido a Bíblia, mas sabia (como??) que estava errada. Eis o retrato do suicida intelectual: sei porque acho que sei e não preciso dar as razões de minha opinião sem conhecimento de causa. Respondi-lhe, cansado, que sua posição não era científica, pois não se propunha a investigar honestamente as fontes para saber se de fato as coisas eram como afirmava e que seu discurso era na verdade um dogma de fé. Respondeu-me com grande desprezo que a ciência não precisava de fé. Para encerrar o assunto disse-lhe com muita seriedade: “Há algum físico aqui presente que possa explicar plenamente a natureza dual da luz? Há? Não há!! Temos mais de cem anos de quântica e não sabemos explicar a existência de naturezas tão diversas em um único fenômeno. Postulamos essa realidade dual na falta de uma explicação. Aceitamo-la por fé!! Não venha me dizer que ciência prescinde de fé, pois só mostra o quão pouco entende de Ciência”. Terminada a palestra fui rodeado de jovens pesquisadores e universitários querendo saber mais acerca de relação entre fé e ciência e pude conversar mais uns quarenta minutos e tirar algumas dúvidas pontuais. Tudo terminou esplendidamente bem.
No entanto, poderia ainda citar a vez em que um aluno de doutorado tentou me fazer engolir a idéia que água quanticamente tratada por RMN poderia ser usada como remédio universal por suas frequências quânticas (sempre elas), ou a de outro colega que achava sinceramente que a vida era apenas um algoritmo em um supercomputador quântico cósmico ou mesmo do aluno maluco em São Carlos que só andava vestido de sobretudo preto de couro convencido que o filme Matrix tinha trazido à tona a real verdade acerca de nossa realidade quântica e que só ele estava vendo a “verdadeira realidade” – era um novo Neo em meio a milhões submersos no sistema. Afff!
Por que trago a baila esse assunto e estes pequenos episódios? Talvez porque esteja cansado de tanta confusão e baboseira, especialmente quando se trata de teologia, quântica e a relação entre ciência e fé. Certamente que a realidade vai muito além dos postulados da mecânica quântica e tantos outros modelos científicos e a fé muito além do nosso (muitas vezes superficial) entendimento da Deidade, mas isso não nos habilita a propagar nossas opiniões como se fossem dogmas sem a devida reflexão abalizada e desrespeitando as fontes legítimas destas áreas de conhecimento.
É sempre temerário achar que o cruzamento da galinha com a batata resultará em purê com gosto de frango assado e ainda propagar a informação como verdade. Pode até dar pano para uma boa conversa de fim de noite em bar para os que já estão com mente embotada, mas para os de mente lúcida será sempre uma bobagem, fruto de uma mente infantil que ainda não aprendeu a pensar.

Um abraço quântico (e isso existe?) a todos!

nEle e somente nEle...
Kelson*

*Kelson Mota T. Oliveira tem mestrado e doutorado em Físico-Química pela USP. O texto foi publicado com autorização. 

March 13, 2013

Habemus Christus


Com a eleição do novo líder da Igreja Católica Apostólica Romana, é interessante nos lembrarmos por que não aceitamos a autoridade de um homem sobre a Igreja de Cristo. Segue abaixo trecho do capítulo 17 da Segunda Confissão Helvética, confissão reformada de 1566:

"É a cabeça que tem a primazia sobre o corpo, e é dela que o corpo todo recebe vida; pelo seu espírito o corpo é em tudo governado; dela, ainda, o corpo recebe acréscimo e pode se desenvolver. Ainda, há uma só cabeça para o corpo, com a qual ele se ajusta, e, por isso, a igreja não pode ter nenhum outro cabeça além de Cristo. Assim, como a igreja é um corpo espiritual, é preciso que ela tenha também uma cabeça espiritual em harmonia consigo mesma. Ela não pode ser governada por nenhum outro espírito que não seja o Espírito de Cristo. Por essas razões, Paulo diz: "Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia" (Cl 1.18). E em outro lugar: "Cristo", diz ele, "é o cabeça da igreja, sendo este mesmo salvador do corpo" (Ef 5.23). E, mais uma vez: "para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas" (Ef 1.22,23). Ainda: "Cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado... efetua o seu próprio aumento" (Ef 4.15,16). E, por esses motivos, não aprovamos a doutrina dos prelados romanos, que fazem do papa o pastor universal, o cabeça supremo da igreja militante aqui na terra, o próprio vigário de Jesus Cristo, que tem, como eles dizem, toda a plenitude de poder e soberana autoridade na igreja. Isso porque nós cremos e ensinamos que Cristo, nosso Senhor, é e continua a ser o único pastor universal e sumo pontífice diante de Deus seu Pai, e que na igreja ele mesmo realiza todas as funções de um pontífice ou pastor, até o fim dos tempos; e, consequentemente, não há necessidade de ninguém para ocupar o seu lugar. Porque só aqueles que estão ausentes é que necessitam de substituto. Cristo está presente na sua igreja e é sua cabeça vivificadora. Ele proibiu, estritamente, aos seus apóstolos e sucessores qualquer superioridade ou domínio na igreja. Portanto, aqueles que, contradizendo-se, opõem-se a essa verdade manifesta e introduzem outro governo na igreja de Cristo não devem, porventura, ser considerados como aqueles a respeito de quem profetizam os apóstolos de Cristo, em Pedro (2Pe 2.1) e Paulo (At 20.29; 2Co 11.13; 2Ts 2.8,9), assim como em muitas outras passagens?"

Segue a transcrição dos textos citados:

2 Pedro 2.1: “Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.”

Atos 20.29: “Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho.”

2 Coríntios 11.13: “Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo.”

2 Tessalonicenses 2.8,9: “... então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda. Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira...”

February 25, 2013

20 Conselhos Práticos para uma Guarda do Domingo mais Proveitosa



1. Durante a semana, vá ao mercado, à feira e compre tudo o que você necessita para não ter que fazer isso no domingo.

2. Cuide também de outros afazeres como lavar e passar roupa, limpar o carro, cuidar da casa, praticar esportes, etc. Deixe o domingo livre de tudo isso.

3. Se você é estudante, programe-se para fazer as leituras e trabalhos durante a semana, separando o domingo apenas para os estudos devocionais.

4. No sábado, providencie a comida do domingo (almoço e jantar) para que o Dia do Senhor não tenha que ser passado na cozinha.

5. No sábado à noite, não vá dormir tarde. Durma o número de horas suficientes para que você acorde descansado e, assim, aproveite bem o Dia do Senhor.

6. No domingo, acorde mais cedo, demonstrando seu interesse em usufruir deste dia. Levantar mais cedo também é bom para evitar os atrasos do Culto ou Escola Dominical e as discussões e aborrecimentos que resultam deles.

7. Quando começarem as orações e as leituras da Palavra, deixe de lado seus pensamentos particulares e una-se em mente e espírito ao povo de Deus.

8. Preste máxima atenção à palavra do pregador ou do professor da Escola Dominical. Atente para as coisas que você já sabe, e está recordando, e para as coisas novas que está aprendendo agora. Perceba que pecados Deus está confrontando em sua vida e ore pedindo misericórdia e graça para abandoná-los.

9. Terminadas as atividades da manhã na igreja, una sua família ao redor da mesa para o almoço. Ore agradecendo a Deus pelo alimento espiritual recebido e pelo físico que está à mesa. Ao invés de fazer comentários maldosos sobre algo que aconteceu na igreja, converse sobre os ensinos recebidos pela manhã. Pergunte a todos o que aprenderam e como podem colocar em prática estes ensinos.

10. No período da tarde, descanse, mas lembre-se de que o Dia do Senhor não pode ser de ociosidade. Ao invés de ver programas inúteis e pecaminosos na televisão, prefira ver um filme com princípios cristãos, ler um livro edificante ou escutar músicas de louvor e adoração a Deus.

11. Como o domingo é o dia por excelência para as obras de misericórdia, visite alguém que está precisando de cuidados físicos ou espirituais.

12. A tarde pode ser preenchida ainda com programações na igreja, tais como almoços comunitários e períodos de louvor e adoração por meio da música.

13. No final do dia, chegue mais cedo na igreja. Vá ao banheiro, beba água e certifique-se de que não precisará sair do culto para fazer qualquer coisa. Lembre-se de que, talvez, em um cinema, assistindo a um filme interessante, você não sairia para isso.

14. Antes de o culto começar, escolha um bom lugar para assentar-se, desligue aparelhos eletrônicos como celulares, smartphones, etc, e aguarde o início do culto em oração e leitura da Palavra.

15. No culto, una-se em um só coração com o corpo de Cristo para adorá-lo. Deixe que a mensagem da Palavra de Deus destrua suas ideias e comportamentos pecaminosos e edifique conceitos e atitudes de obediência e consagração.

16. No culto não desperdice tempo reparando nas roupas das pessoas, nos eventuais erros de português do pregador ou em qualquer outro detalhe periférico. Concentre-se em adorar a Deus corretamente e em ouvir a Sua voz por meio das Escrituras.

17. Terminado o culto, não saia apressado da Casa de Deus, como se ali fosse um local desagradável. Converse com as pessoas, confraternize-se, aumentando a comunhão com seus irmãos.

18. Não frequente restaurantes neste dia. Lembre-se que o mandamento envolve não trabalhar e não fazer com que outros trabalhem também. Prefira reunir o grupo de irmãos em sua casa para saborear os pratos que você já providenciou no sábado.

19. Ao chegar em casa, ao invés de ligar a televisão e perder boa parte do que foi aprendido neste dia especial, vá para a cama ler um livro e medite nos ensinos recebidos durante o dia.

20. E lembre-se, o domingo é um dia de deleite, agradável. Os puritanos o chamavam de “feira da alma”. Isaías disse ao povo de Deus no passado: “Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no SENHOR...” (Is 58.13,14).

Concluindo, uma citação de Thomas Brooks, um pregador puritano do século 17: "... não há crentes, em todo o mundo, que se comparem, quanto ao poder da piedade e quanto à excelência nos terrenos da graça, da santidade e da comunhão com Deus, como aqueles que se mostram mais estritos, sérios, estudiosos e meticulosos na santificação do dia do Senhor... A verdadeira razão pela qual o poder da piedade tem caído a níveis tão baixos, tanto neste como em outros países, é que o domingo não está mais sendo observado de forma estrita e consciente...”.

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